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Lucro líquido de 15 bancos supera o de 201 empresas

Pela primeira vez desde o início do governo Lula, em 2003, o lucro líquido dos bancos superou o das empresas. Levantamento feito pela empresa de informação financeira Economática mostra que o resultado de 15 instituições financeiras no terceiro trimestre deste ano foi maior que a soma de 201 empresas de outros setores: R$ 6,92 bilhões, ante R$ 6,01 bilhões.

Agência Estado |

O estudo não considera os resultados da Petrobrás, Eletrobrás e Vale.

O motivo para essa inversão está na cotação do dólar. Entre 30 de junho e 30 de setembro de 2008, a moeda subiu 19%, de R$ 1,597 para R$ 1,902. Isso elevou de muito os custos da dívida em dólar das empresas e corroeu o lucro líquido do período, explica o gerente de análise da Modal Asset, Eduardo Roche.

Segundo a Economática, a alta do dólar no trimestre elevou a despesa financeira das companhias de R$ 1,3 bilhão, em setembro de 2007, para R$ 19,5 bilhões este ano. Analistas explicam que as empresas são obrigadas a marcar a preço de mercado as dívidas em moeda estrangeira. Portanto, todo fechamento de trimestre, ela precisa atualizar os dados.

"Mesmo as empresas que tinham hedge normal para se proteger das variações do câmbio, diferentemente do que fizeram Sadia e Aracruz, também tiveram impactos no balanço", destacou Roche. Segundo ele, embora os bancos tenham alguns ativos em moeda estrangeira, a exposição não é igual. "Por isso, os lucros do setor bancário superaram o das empresas, que continuaram com resultados operacionais bons.

O levantamento mostrou que, depois dos bancos, o setor que mais lucrou foi o de energia elétrica. O resultado das 29 empresas de capital aberto somou R$ 2,95 bilhões, bem diferente de 2002, quando chegaram à beira da bancarrota por causa das elevadas dívidas em moeda estrangeira.

Empresas como Cesp e Eletropaulo entraram num processo perigoso de risco de solvência. No caso da distribuidora, a dívida em moeda estrangeira foi reduzida e alongada. O mesmo caminho foi seguido pela Cesp, cujo cronograma de amortização da dívida vai começar a ficar mais pesado apenas a partir de 2011.

O setor de siderurgia e mineração aparece em seguida, com lucro consolidado de R$ 1,82 bilhão. As empresas da área sofreram forte impacto do câmbio nos resultados. No caso da CSN, as perdas financeiras somaram R$ 1,7 bilhão, o que reduziu o lucro líquido para R$ 40 milhões - valor substancialmente menor que o R$ 1 bilhão registrado no segundo trimestre de 2008, avalia a Ativa Corretora.

Para o último trimestre, a expectativa é de que o setor bancário continue liderando os lucros. Isso porque, além do efeito do câmbio, as empresas também vão apresentar alguma piora na parte operacional, destaca Eduardo Roche. As exportações devem começar a se diminuir e o preço das commodities pode afetar as receitas das companhias. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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