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Lucro líquido da Vale sobe 23,5% nos nove primeiros meses do ano

RIO - A Vale encerrou os nove primeiros meses do ano com lucro líquido acumulado de R$ 19,259 bilhões, uma alta de 23,5% em relação aos R$ 15,596 bilhões entre janeiro e setembro do ano passado. A receita operacional bruta da companhia nos nove primeiros meses de 2008 atingiu R$ 54,82 bilhões, 7,8% acima dos R$ 50,863 bilhões dos nove primeiros meses do ano passado.

Valor Online |

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Lajida) foi de R$ 28,463 bilhões, 4,7% acima dos R$ 27,188 bilhões dos nove primeiros meses do ano passado.

Entre janeiro e setembro, as vendas de minério de ferro e pelotas alcançaram 239,914 milhões de toneladas métricas, 11,8% acima das 214,587 milhões de toneladas métricas de igual período do ano passado.

Nos primeiros nove meses do ano, as vendas para a China, principal destino do minério de ferro e pelotas da companhia, se elevaram para 74,876 milhões de toneladas métricas, respondendo por 31,2% do volume vendido. As vendas para o Brasil, segundo principal destino, representaram 16,1%. Em seguida vieram: Japão, com 10,2%; Alemanha, 7,8%; e Coréia do Sul, 3,9%.

Ainda no acumulado do ano, a receita com os minerais não ferrosos foi de R$ 17,400 bilhões, contra R$ 24,646 bilhões no mesmo período de 2007.

A mineradora dedicou parte do texto do balanço divulgado hoje para a crise financeira. Segundo a companhia, a combinação de dois choques, decorrentes da crise nos mercados financeiros e do aumento dos preços de alimentos e energia, está provocando desaceleração na atividade econômica global à medida em que se reduz significativamente o crescimento dos países desenvolvidos e a expansão dos mercados emergentes perde ímpeto, enfraquecendo a demanda por minerais e metais.

"A súbita falta de liquidez e a recente intensificação do estresse nos mercados financeiros aumentaram os riscos de uma recessão e, portanto, mitigam o risco de alta dos preços", diz o balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A companhia diz esperar a continuação da desaceleração econômica global, com o ritmo de crescimento caindo no curto prazo ao nível observado na recessão de 2001.

"Esperamos que uma recuperação gradual comece no segundo semestre de 2009, com a expansão global voltando à tendência de longo prazo possivelmente apenas em 2010. O crescimento das economias desenvolvidas deverá continuar fraco durante o restante de 2008 e o primeiro semestre de 2009. A retomada das atividades na construção residencial e preços mais estáveis do petróleo podem ajudar a criar as bases para a recuperação da economia americana no segundo semestre de 2009", diz o balanço.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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