Rio de Janeiro, 5 mai (EFE).- O lucro líquido da Vale subiu 17,7% no primeiro trimestre de 2010, até US$ 1,604 bilhão, informou hoje a empresa.

Rio de Janeiro, 5 mai (EFE).- O lucro líquido da Vale subiu 17,7% no primeiro trimestre de 2010, até US$ 1,604 bilhão, informou hoje a empresa. A receita da Vale entre janeiro e março chegou a US$ 6,848 bilhões, o que representa um aumento de 26,3% frente ao mesmo período do ano anterior, quando a crise mundial estava em seu momento mais agudo. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de US$ 2,062 bilhões, um salto de 22,4% em relação ao primeiro trimestre de 2009. As melhoras nos números da Vale obedecem à "forte recuperação" da demanda global por metais e minerais, à alta dos preços e aos esforços da empresa para reduzir custos, segundo um comunicado divulgado pela própria companhia. A valorização do real frente ao dólar também contribuiu para acentuar a alta na receita da empresa. As vendas de minerais ferrosos representaram 69% das receitas da Vale, alcançando um nível inédito desde 2006, segundo a companhia. O maior mercado da Vale é a Ásia, responsável por 51,6% das vendas, seguida do continente americano (25,2%), Europa (19,8%) e do resto do mundo (3,3%). A empresa disse esperar melhorar os números de sua receita a partir do segundo trimestre, em função dos acordos feitos até o mês passado com todos os seus clientes para implantar um novo sistema de reajuste de preços. O novo sistema estabelece um preço trimestral baseado na média dos valores dos três meses anteriores, o que "suaviza" a volatilidade diária e permite às siderúrgicas saber de antemão quanto vão pagar no trimestre seguinte. A Vale também ressaltou a otimização de sua carteira com aquisições nos setores de alumínio, adubos e ferro, com a compra da mina de Simandou, na Guiné, considerada pela empresa como uma das jazidas de maior qualidade do mundo. A companhia informou que fez investimentos no valor de US$ 2,158 bilhões no trimestre, o que em sua maioria se refere a despesas em crescimento orgânico e não inclui aquisições. EFE mp/bba

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