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SÃO PAULO - A Nokia fechou o terceiro trimestre com uma retração de 30,3% em seu lucro líquido ante igual período do ano passado. O ganho caiu de 1,56 bilhão de euros para 1,09 bilhão de euros (0,29 euro por ação) nesta comparação.

O faturamento da fabricante de celulares caiu 5% no intervalo, chegando a 12,23 bilhões de euros.

O resultado da companhia foi afetado, principalmente, pela mudança no padrão dos consumidores, que adquiriram em proporções maiores celulares de menor valor agregado. Entre julho e setembro, embora o volume de vendas de aparelhos tenha aumentado 8%, houve retração de 7% em seu valor médio.

No total, a companhia finlandesa comercializou 117,8 milhões de aparelhos celulares, obtendo 38% de participação no mercado. Isso representa uma queda de 1 ponto percentual em sua fatia ante o mesmo trimestre de 2007 e de 2 pontos percentuais em relação aos três meses imediatamente anteriores.

Nesse trimestre a companhia fechou a aquisição da distribuidora de mapas digitais Navteq, que fornece seus produtos para sistemas de GPS. A nova subsidiária apresentou faturamento de 156 milhões de euros entre julho e setembro, mas fechou o período com prejuízo operacional de 80 milhões de euros.

"Como resultado de nossa sólida administração operacional e posição de mercado, a Nokia foi capaz de atingir ótimas margens e um fluxo de caixa operacional de 1,3 bilhão de euros no terceiro trimestre de 2008", afirmou o executivo-chefe da companhia, Olli-Pekka Kallasvuo. "Com nossa escala, marcas, melhoras no portfólio de produtos e estrutura de baixo custo, acreditamos que a Nokia está bem posicionada para o ambiente atual", acrescentou.

Para o quarto trimestre, a companhia prevê um crescimento no volume de vendas de celulares para toda a indústria e espera se manter nos níveis atuais de participação de mercado. Para a companhia, serão vendidos cerca de 1,26 bilhão de celulares por toda a indústria neste ano, contra 1,14 bilhão de unidades no ano passado.

(José Sergio Osse | Valor Online)