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Lucro líquido da Gerdau sobe 14,9% em 2008 e fica em R$ 4,94 bilhões

SÃO PAULO - A Gerdau encerrou o ano de 2008 com lucro líquido consolidado de R$ 4,945 bilhões, o que implica aumento de 14,9% perante os R$ 4,303 bilhões somados no exercício antecedente, de acordo com o padrão contábil IFRS.

Redação com agências |

 

No quarto trimestre, o lucro da empresa recuou 67%, para R$ 311 milhões.

Segundo o vice-presidente de finanças da maior produtora de aços longos das Américas, Osvaldo Schirmer, a empresa ainda "não tinha experimentado uma redução de lucro tão dramática quanto a vista no trimestre passado".

Apesar disso, a decisão da empresa foi manter sua política de distribuição de dividendos, informou Schirmer em teleconferência com jornalistas.

Ao falar sobre o desempenho anual, a Gerdau associou a alta do lucro anual à consolidação de aquisições realizadas no intervalo. A empresa destacou ainda que, excluindo-se o efeito cambial sobre ativos e passivos, o lucro teria subido 47,1% perante 2007.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teve elevação de 60,6%, indo de R$ 6,240 bilhões em 2007 para R$ 10,024 bilhões no ano seguinte.

A receita líquida consolidada somou R$ 41,9 bilhões em 2008, ou 36,9% acima do montante do calendário anterior. As operações no Brasil contribuíram com 34,4%, ou R$ 14,4 bilhões. O avanço refletiu aquisições feitas, melhores preços praticados e efeito da desvalorização do real nas vendas realizadas em dólares.

Em volume, as vendas consolidadas da Gerdau alcançaram 19,1 milhões de toneladas em 2008, com alta de 11,4%.

A empresa fechou o ano passado com resultado financeiro negativo de R$ 2,2 bilhões, direção contrária àquela apurada em 2007, quando o resultado foi positivo em R$ 332 milhões em 2007. Essa mudança de rumo reflete o impacto da desvalorização do real frente ao dólar norte-americano (31,9%).

Sinais de recuperação

O presidente-executivo da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, informou na teleconferência que prefere evitar fazer projeções de desempenho da companhia e do mercado para o ano, afirmando que o planejamento está sendo feito com base mensal.

Mantendo postura cautelosa que vem sendo seguida desde o final do terceiro trimestre, o executivo informou, porém, que o início de 2009 mostra sinais de recuperação do mercado no Brasil, por conta de certa retomada da indústria automotiva gerada pela redução do IPI sobre automóveis, alguns lançamentos na construção civil e manutenção de obras previstas pelo governo federal dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Neste início de ano existe certa reversão sobre dezembro na produção. Janeiro já foi um pouco melhor que dezembro e o Brasil é um mercado em que vimos alguma reação, mas a América do Norte e Europa estão bastantes similares e com menos reação", afirmou o executivo.

Em termos de entregas, a companhia vê que os primeiros três meses de 2009 devem apresentar performance semelhante ao do quarto trimestre.

"Está havendo um 'destocking' e esse estoque à medida que está sendo consumido tem que ser reposto. Por isso achamos que entregas e produção estarão mais juntas nos números daqui para frente", afirmou Johannpeter, acrescentando que os preços do aço pararam de cair.

Investimento alongado

O tamanho da queda na demanda no final do ano passado e a desvalorização do real diante do dólar fez a empresa rever seus planos de investimento.

Antes da crise, a Gerdau previa gastar US$ 6,4 bilhões entre 2008 e 2010, mas a cifra foi revista para US$ 5 bilhões uma vez que a maior parte dos recursos será aplicada em reais no Brasil. A empresa investiu US$ 1,4 bilhão em 2008 e os restantes US$ 3,6 bilhões serão distribuídos agora ao longo dos próximos cinco anos.

Johannpeter afirmou que todos os investimentos foram mantidos e que uma das expansões de capacidade que entram em operação entre março e abril é a unidade de lingotamento de placas na usina da Açominas, em Minas Gerais, que consumiu R$ 560 milhões. O investimento fará a empresa bater de frente com a Usiminas, que divulgou seus números também nesta quinta-feira.

O nível de utilização da capacidade de produção do grupo no último trimestre ficou entre 55% e 60% e o primeiro trimestre mostra um ligeiro crescimento, afirmou Schirmer. Diante do quadro, a companhia concluiu acordos trabalhistas no Peru, Colômbia, América do Norte e no Brasil, especificamente no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Segundo o presidente da companhia, a maior parte dos acordos no Brasil envolve suspensão temporária de contrato de trabalho por prazos que variam entre quatro a sete meses. Ele não informou quantos funcionários estariam envolvidos e cronogramas.

Estados Unidos e Canadá

Nos Estados Unidos e no Canadá, a crise vem afetando o desempenho da Gerdau. As atividades nos países foram responsáveis por um terço do faturamento do grupo e um quarto dos lucros nos primeiros nove meses de 2008.

Mas desde o agravamento da crise, as subsidárias da Gerdau na América do Norte vêm apresentando sinais de desaceleração. 800 trabalhadores foram afastados e, em janeiro, uma usina em Michigan teve a produção suspensa por tempo indeterminado.

(Com informações da Reuters e Valor Online)

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