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Lucro do Santander sobe 1,3% e vai a R$ 2,2 bi

O lucro líquido do Grupo Santander Brasil, originado a partir da fusão dos bancos Santander e Real, cresceu 1,3% de janeiro a setembro e atingiu R$ 2,23 bilhões. A instituição não informou o resultado relativo ao terceiro trimestre porque os números não são comparáveis com os do mesmo período do exercício de 2007 - quando os dois bancos operavam separadamente.

Agência Estado |

Em outubro do ano passado, o espanhol Santander comprou, em parceria com o belga Fortis e o britânico RBS, as operações do holandês ABN Amro no mundo. Aqui no Brasil, o ABN era dono do Real.

A exemplo do que tem ocorrido com a maioria dos bancos de varejo que atuam no País, o resultado do grupo foi puxado pela expansão do crédito, que, no caso do Santander, chegou a 25% nos 12 meses encerrados em setembro.

"Crescemos um pouco abaixo do mercado porque temos participação menor em crédito consignado e leasing", explicou o presidente do grupo, Fabio Barbosa, que também comanda a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Os empréstimos às pessoas físicas cresceram 23%, para R$ 57,25 bilhões, e às pessoas jurídicas, 28,9%, para R$ 67,65 bilhões. Para sustentar essa expansão, Barbosa informou que as provisões para créditos duvidosos avançaram 32% acima da própria alta da carteira de empréstimos.

Segundo ele, os resultados da área de tesouraria (que aplica os recursos do próprio banco) foram negativamente impactados pela alta da taxa básica de juros (Selic) nos últimos meses. Em abril, o Banco Central (BC) iniciou um processo de aperto monetário, que levou a taxa básica de 11,25% para os atuais 13,75% ao ano. Em compensação, o executivo frisou que a crise global não afetou os números do grupo no intervalo janeiro-setembro.

O efeito, porém, será sentido daqui para frente. A expansão da carteira de crédito, por exemplo, deve ocorrer em um ritmo menor. segundo Barbosa. Neste ano, o executivo estima um crescimento de 25%. Para 2009, a expectativa é de algo entre 15% e 20%. "Mais para 15%", disse Barbosa. Ele ressaltou que os números referentes a 2009 não são exclusivos do Santander, mas tomam por base a expectativa média do mercado. "Falar em 15% é algo excepcional, se levarmos em conta que não deve haver expansão no resto do mundo."

O grupo Santander informou que sua exposição às operações de derivativos de câmbio, que provocaram perdas milionárias a empresas como Sadia, Aracruz e Votorantim, é de R$ 1,42 bilhão (considerando-se uma taxa de câmbio de R$ 2,25 por dólar). O número de clientes é de 60. "Havia um pouco de fantasmas sobre isso", disse Barbosa. "Achamos positivo que outros bancos abriram seus números e decidimos divulgar também."

Sobre a compra de carteiras de crédito de instituições menores - operação estimulada pelo BC por meio da redução dos depósitos compulsórios -, Barbosa informou que 10 já foram compradas. Outras seis estão em fase de finalização e há, ainda, 11 em negociação. O total investido no negócio pode alcançar entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões.

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