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Mantega diz a Lula que medidas estão contendo desaquecimento

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou hoje que os efeitos da crise mundial no país estão bem abaixo das expectativas iniciais, tanto do governo quanto dos analistas. Na reunião de coordenação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro destacou que já há uma reversão das expectativas mais pessimistas do mercado financeiro em relação à economia brasileira.

Valor Online |

O resultado bruto de intermediação financeira fechou o ano passado em R$ 3,8 bilhões, baixa de 19,14% frente aos R$ 4,7 bilhões de 2007. A instituição ressaltou que, nos últimos anos, continuou o processo de redução dos spreads cobrados pelo BNDES.

"A medida contribuiu para a redução do custo total dos financiamentos do banco, favorecendo, dessa forma, novos investimentos na economia", diz a nota distribuída pelo BNDES.

Já as receitas com reversão de provisão para risco de crédito atingiram R$ 445 milhões em 2008, 65,76% abaixo dos R$ 1,3 bilhão obtidos em 2007. No comunicado, o BNDES frisou que este resultado, de natureza não recorrente, reflete "a alta qualidade da carteira de crédito do BNDES e seu baixo nível de inadimplência".

A inadimplência do banco atingiu 0,15% da carteira total, que tinha, em 31 de dezembro do ano passado, 98,2% dos créditos concedidos classificados entre os níves de risco AA e C. O saldo da provisão para risco de crédito totalizou R$ 4,6 bilhões, equivalentes a 13,9 vezes a carteira de créditos inadimplentes.

O resultado das participações societárias se manteve praticamente estável, com R$ 6 bilhões no ano passado, contra R$ 6,1 bilhões no ano anterior, apesar do agravamento da crise internacional e dos seus efeitos sobre ações de empresas a partir do segundo semestre.

Do resultado da instituição com participações societárias, destacaram-se: a alienação de títulos e valores mobiliários, no montante de R$ 4,6 bilhões, derivado da venda de participações societárias de ArcelorMittal, CSN e Aços Villares, realizada no segundo trimestre de 2008, e cujos resultados brutos somados representaram 79,3% do total obtido no exercício de 2008 com alienações; a receita de dividendos e juros sobre o capital próprio, que totalizou R$ 2,1 bilhões, com destaque para Petrobras (R$ 700 milhões); e a provisão para perdas em investimentos, no valor de R$ 700 milhões, constituída com base em estudo realizado pela área de mercado de capitais do BNDES.

O patrimônio líquido do sistema BNDES totalizou R$ 25,3 bilhões, correspondendo a um patrimônio de referência de R$ 42,5 bilhões, superior aos R$ 41,5 bilhões registrados em 31 de dezembro de 2007. O patrimônio de referência é a base utilizada pelo Banco Central para estabelecer limites para a capacidade concessão de crédito.

O índice de adequação de capital (Índice de Basiléia) registrado pelo sistema BNDES foi de 17,7%, contra 11% exigidos pelo Banco Central. O índice de exposição ao setor público fechou em 17,1%, abaixo do limite de 45% estabelecido pelo Banco Central.

Os ativos totais somaram R$ 277,3 bilhões ao final de 2008, 36,8% acima do obtido em 2007. Deste total, 77,9% estão representados pela carteira líquida de financiamentos e repasses.

O banco de fomento recebeu R$ 22,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 7 bilhões do FI-FGTS, como forma de complementar os recursos para fazer frente à demanda por financiamento no ano passado.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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