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Lucro do BB cresce 36,9% e chega a R$ 1,9 bi

O Banco do Brasil (BB) fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 1,867 bilhão, 36,9% maior que o do mesmo período de 2007. Desconsiderados os efeitos extraordinários, o lucro foi de R$ 2,04 bilhões.

Agência Estado |

O resultado corresponde ao retorno anualizado sobre patrimônio líquido médio de 30,5% no trimestre, ante 26,3% em igual intervalo do ano passado.

O crédito total, incluindo carteira externa, interna e prestação de garantias, atingiu R$ 214,5 bilhões, com expansão de 6,9%. A carteira de crédito encerrou o trimestre com saldo de R$ 202,2 bilhões, aumento de 34,6% em 12 meses e de 6,4% em relação ao trimestre anterior.

Os ativos totais somaram R$ 459 bilhões - considerada a consolidação proporcional da participação do banco em 12 empresas -, uma evolução de 30,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No trimestre, o crescimento foi de 10,2%.

Em outubro, o BB comprou carteiras de crédito de outras instituições no total de R$ 5,9 bilhões e negocia neste mês a aquisição de outros R$ 800 milhões. Essas operações envolvem garantias e foram feitas com base nas novas regras do Banco Central (BC), que permitem desconto no depósito compulsório para bancos que comprarem esses ativos.

Do total comprado em outubro, 44% são referentes a carteiras de crédito consignado, 29% de veículos e 27% de pessoa jurídica. Nos 18 meses encerrados em setembro de 2008, o BB comprou R$ 1,5 bilhão em carteiras de crédito, só consignado, com base nas regras antigas.

O presidente do banco, Antônio Lima Neto, admitiu ontem que a união que entre Itaú e Unibanco estabeleceu uma nova ordem de grandeza no setor financeiro nacional. Até esse anúncio, o BB era a maior instituição financeira do País. "Vamos crescer organicamente, olhando alternativas para ter essa mesma musculatura", disse.

O Banco do Brasil chegou ao mês de setembro com R$ 459 bilhões em ativos. Itaú e Unibanco, juntos, contabilizavam, na mesma data, R$ 575,1 bilhões. De acordo com o executivo, essa fusão alterou o ambiente competitivo e fará com que o BB olhe novas oportunidades, mas isso não significa que fará "qualquer operação" para retomar a liderança. "Temos no radar algumas questões, mas nada de material."

Lima Neto ressaltou ainda que o BB não ficará estagnado. "Para sermos grandes temos que chegar a essa ordem de grandeza." No entanto, o executivo lembrou que há dois anos o banco tomou a decisão estratégica de passar a crescer por meio de incorporações, não só de forma orgânica. Foi dentro dessa estratégia que anunciou neste ano o interesse na aquisição da Nossa Caixa e do Banco de Brasília. "O BB chegou na frente de outras instituições, com uma proposta de discussão que encantou os acionistas desses dois bancos", disse.

O executivo também rebateu as críticas de analistas de que a Medida Provisória 443 foi feita para que o BB e a Caixa Econômica Federal pudessem crescer rapidamente. Para Lima Neto, a MP apenas coloca mais dois concorrentes no mercado, o que não impede que instituições privadas façam propostas.

O Banco Nossa Caixa teve lucro líquido de R$ 69,8 milhões no terceiro trimestre, ante prejuízo líquido de R$ 67,9 milhões em igual período de 2007. O resultado bruto da intermediação financeira somou R$ 772 milhões, ante R$ 715 milhões um ano antes. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio ficou em 9%.

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