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Lucro da Vivo salta quase trinta vezes, para R$ 129,8 milhões

SÃO PAULO - A operadora de celular Vivo fechou o terceiro trimestre de 2008 com lucro líquido de R$ 129,8 milhões, volume quase trinta vezes maior que o ganho apurado em igual período de 2007, de R$ 4,4 milhões. A melhora foi conseqüência da aquisição da Telemig e também de um crescimento orgânico da receita e das margens da companhia.

Valor Online |

Levando em conta os números do resultado combinado, com a Telemig já considerada no terceiro trimestre do ano passado, o lucro apresenta avanço de 204,7%, saindo de R$ 42,6 milhões para R$ 129,8 milhões.

Entre julho e setembro deste ano, a receita operacional líquida da Vivo foi de R$ 4,078 bilhões, com um salto de 25,5% sobre o mesmo intervalo de 2007. Na comparação que incorpora a Telemig, o crescimento foi de 13,7%. A empresa fechou o mês de setembro com uma base de 42,27 milhões de clientes, o que revela uma alta de 35% em 12 meses e de 20,6% considerando apenas o crescimento orgânico.

Com relação às vendas, o destaque foi o desempenho da receita com dados e Serviços de Valor Agregado (SVAs), que aumentou 40,6% (no resultado combinado), para R$ 364,5 milhões.

Ao mesmo tempo, os custos e despesas operacionais da companhia mostraram evolução mais modesta, saindo de R$ 2,415 bilhões no ano passado para R$ 2,761 bilhões este ano no resultado publicado, com alta de 14,3%. Nos números combinados, a alta de despesas foi de 4,4%.

Desta forma, a Vivo teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 1,316 bilhão no terceiro trimestre deste ano, um salto de 57,9% sobre 2007 (e de 39,8% considerando a Telemig). A margem Ebitda, que mede a relação entre este indicador e a receita líquida, atingiu 32,3%, um avanço de 6,6 pontos em relação aos 25,7% do ano anterior (26,3% com Telemig).

De acordo com o presidente da empresa, Roberto Lima, a Vivo começa a mostrar melhores resultados após resolver questões estratégicas como a adoção da tecnologia GSM e o aumento da cobertura nacional. Atualmente, os clientes GSM já representam 62% da base da empresa, ante pouco mais de 20% em setembro do ano passado. Isso permite ganhos de escala em termos de custos de infra-estrutura, a venda de aparelhos mais baratos, o uso mais intenso do celular por clientes em viagens na Europa, por exemplo, e também a captura de tráfego de mais estrangeiros no Brasil.

Já o aumento da cobertura, com a entrada em Minas Gerais e também nos estados do Nordeste em que a empresa ainda não atuava - processo que ainda está em andamento - eleva a base de clientes e também traz benefícios ligados ao serviço de roaming.

Ao ser questionado se a Vivo manterá este nível de margem Ebitda alcançado no trimestre, Lima não quis se comprometer com resultados, já que a empresa não divulga previsões (guidance) sobre o futuro, mas disse que " tem o objetivo de mantê-la elevada " , diante dos investimentos que são necessários no setor.

Ao longo deste ano, a Vivo deve realizar um investimento total de R$ 6,1 bilhões, sendo R$ 2,7 bilhões ligados à Telemig, R$ 1,2 bilhão por conta da licença de operação da tecnologia 3G e o restante em infra-estrutura. Apenas no terceiro trimestre, os investimentos somaram R$ 868 milhões.

(Fernando Torres | Valor Online)

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