SÃO PAULO - A Votorantim Celulose e Papel (VCP) anunciou hoje que fechou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 135 milhões, montante 35% menor se comparado aos R$ 207 milhões obtidos em igual período de 2007.

Ante os três primeiros meses do ano, o ganho da companhia aumentou em 23%, reflexo do efeito positivo da valorização cambial na dívida em dólar e das operações de tesouraria (hedge), que geram resultado financeiro líquido de R$ 110 milhões.

No relatório apresentado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a VCP destaca as vendas recordes de celulose no período. Foram 329 mil toneladas, alta de 22% no comparativo anual. O resultado supera o recorde anterior que fora estabelecido no primeiro trimestre de 2008 e, apesar da valorização cambial, o preço ficou em média 1% maior no comparativo trimestre contra trimestre. O mercado externo foi destino de 78% da produção.

A venda de papel, no entanto, caiu 23% no comparativo anual, para 87 mil toneladas entre abril e junho de 2008. Cerca de 90% dessa produção foi absorvida pelo mercado. Segundo a companhia, essa queda é explicada pelos desinvestimentos realizados ao longo de 2007.

A receita líquida total apresentou leve queda de 0,3% no comparativo anual, para R$ 627 milhões. Enquanto o mercado interno apresentou retração de 11%, respondendo por R$ 305 milhões da receita, as vendas internacionais avançaram 12%, somando R$ 322 milhões.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado com Conpacel (unidade restante da Ripasa), totalizou R$ 212 milhões no trimestre, queda de 9% no comparativo anual, principalmente em função dos desinvestimentos em papel e apreciação de 16% no câmbio médio, o que reduz a rentabilidade no negócio celulose e aumenta a competitividade do papel no mercado interno.

A margem Ebitda ficou em 34% no trimestre, queda de 1,4 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre e 3,2 pontos abaixo do segundo trimestre de 2007, ainda pressionada pelos aumentos de preço dos produtos químicos, combustíveis e logística.

A VCP reafirma que, apesar do ambiente desafiador, com pressão de custos, real apreciado, mantém seu plano estratégico que tem como meta colocar a companhia entre as três maiores empresas globais de celulose até 2012.

(Valor Online)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.