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Lucro da Vale sobe 167% e vai a R$ 12,4 bilhões

A Vale registrou lucro recorde de R$ 12,4 bilhões no terceiro trimestre. O valor é 166,9% superior ao verificado no mesmo período do ano anterior e contribui fortemente para o lucro acumulado de R$ 19,259 bilhões no ano.

Agência Estado |

A companhia, no entanto, já trabalha com um ritmo menor de crescimento nos próximos trimestres, por causa da crise financeira e seus impactos na economia global.

O desempenho superou de longe as expectativas do mercado (média de R$ 4,71 bilhões, segundo projeções de quatro bancos ouvidos pela Agência Estado). Segundo a companhia, é fruto de recordes de vendas e de preços da maior parte dos produtos com que a companhia trabalha. Os embarques de minério de ferro e pelotas, por exemplo, cresceram 12,5%, atingindo volume recorde de 86,604 milhões de toneladas. Os preços do produto foram reajustados em até 71% este ano.

A receita da companhia somou R$ 21,387 bilhões, 33,4% maior do que o apurado no terceiro trimestre do ano passado. Os preços mais altos contribuíram com um incremento de R$ 5,350 bilhões nesse resultado, e o crescimento nas vendas, com R$ 1,639 bilhão. Além do minério de ferro, a empresa registrou recordes de vendas de alumina, carvão térmico, cobre e cobalto.

A geração de caixa no trimestre cresceu 41,9% sobre o mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 11,352 bilhões. A variação cambial no trimestre foi favorável à companhia: segundo o comunicado, a depreciação do real frente ao dólar provocou um ganho de R$ 2,849 bilhões no lucro do período.

No comunicado, a companhia destaca em um item especial, intitulado "solidez financeira", sua "posição financeira saudável", que "concede bastante flexibilidade para explorar oportunidades de crescimento" nesse momento de turbulências. A empresa fechou o trimestre com R$ 15,260 bilhões em caixa, contra R$ 2,151 bilhões no último dia 30 de junho.

Além disso, diz o texto, há uma série de linhas de crédito disponíveis, como US$ 10 bilhões com instituições governamentais do Brasil e Japão, e US$ 1,9 bilhão em crédito rotativo. A Vale acredita que, mesmo que os planos para injetar capital no mercado elaborados pelos Bancos Centrais sejam bem-sucedidos, a oferta de crédito permanecerá reduzida nos próximos meses.

"Os mercados financeiros deverão continuar pressionados no futuro próximo até que a confiança na precificação de ativos e nos demais participantes do mercado esteja restabelecida", observa a mineradora, que projeta para o curto prazo uma desaceleração da economia global equivalente "ao nível observado na recessão de 2001".

A recuperação, diz a companhia, se dará a partir do ano que vem, primeiro nas economias emergentes e, a partir do segundo semestre, nos Estados Unidos. Por isso, diz a Vale, os níveis de produção e de execução de projetos nos próximos meses serão administrados "de acordo com cuidadoso e contínuo monitoramento da evolução das condições de mercado".

A desaceleração, por outro lado, deve contribuir para reduzir os custos de produção da companhia, que cresceram 17,3% no trimestre, chegando a R$ 7,489 bilhões.

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