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Lucro da Vale salta 166%, para R$ 12,433 bi no terceiro trimestre

RIO DE JANEIRO - A mineradora Vale do Rio Doce registrou lucro líquido de R$ 12,433 bilhões no terceiro trimestre pelo padrão contábil brasileiro (BR Gaap), um salto de 166,9% em relação aos R$ 4,659 bilhões do mesmo período do ano passado. Foi o maior resultado trimestral da história da companhia. No acumulado do ano, a Vale lucrou R$ 19,259 bilhões, um avanço de 23,5%.

Redação com Valor Online |

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O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Lajida) ficou em R$ 11,352 bilhões no terceiro trimestre, uma alta de 41,9% em relação aos R$ 7,997 bilhões de igual período de 2007. No ano, o Lajida cresceu 4,7%, para R$ 28,463 bilhões.

A receita operacional bruta da companhia entre julho e setembro ficou em R$ 21,387 bilhões, 33,4% a mais que os R$ 16,037 bilhões do terceiro trimestre do ano passado. Nos nove primeiros meses do ano, a receita bruta foi de R$ 54,820 bilhões, mostrando alta de 7,8%.

Nos primeiros nove meses do ano, as vendas para a China, principal destino do minério de ferro e pelotas da companhia, se elevaram para 74,876 milhões de toneladas métricas, respondendo por 31,2% do volume vendido. As vendas para o Brasil, segundo principal destino, representaram 16,1%. Em seguida vieram: Japão, com 10,2%; Alemanha, 7,8%; e Coréia do Sul, 3,9%.

Ainda no acumulado do ano, a receita com os minerais não ferrosos foi de R$ 17,400 bilhões, contra R$ 24,646 bilhões no mesmo período de 2007.

Crise financeira

Segundo a companhia, a combinação de dois choques, decorrentes da crise nos mercados financeiros e do aumento dos preços de alimentos e energia, está provocando desaceleração na atividade econômica global à medida em que se reduz significativamente o crescimento dos países desenvolvidos e a expansão dos mercados emergentes perde ímpeto, enfraquecendo a demanda por minerais e metais.

"A súbita falta de liquidez e a recente intensificação do estresse nos mercados financeiros aumentaram os riscos de uma recessão e, portanto, mitigam o risco de alta dos preços", diz o balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A companhia diz esperar a continuação da desaceleração econômica global, com o ritmo de crescimento caindo no curto prazo ao nível observado na recessão de 2001.

"Esperamos que uma recuperação gradual comece no segundo semestre de 2009, com a expansão global voltando à tendência de longo prazo possivelmente apenas em 2010. O crescimento das economias desenvolvidas deverá continuar fraco durante o restante de 2008 e o primeiro semestre de 2009. A retomada das atividades na construção residencial e preços mais estáveis do petróleo podem ajudar a criar as bases para a recuperação da economia americana no segundo semestre de 2009", diz o balanço.


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