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Lucro da Vale cai 37,5% no semestre

O lucro da Vale em reais foi fortemente prejudicado pela desvalorização cambial de 18% no primeiro semestre. Com expressiva parcela de sua receita e ativos no exterior - especialmente após a compra da canadense Inco - a mineradora viu o lucro encolher na moeda nacional para R$ 6,826 bilhões, resultado 37,5% inferior aos R$ 10,937 bilhões do primeiro semestre de 2007.

Agência Estado |

O enorme impacto fez a empresa especificar no balanço o que representa o resultado sem o impacto da variação cambial sobre seus investimentos: R$ 12,310 bilhões, ou seja, 20% superior ao primeiro semestre de 2007.

A mineradora divulgou ontem ao mercado primeiramente seu resultado contabilizado em dólar: US$ 7,03 bilhões no primeiro semestre, destacando que o aumento de 11,4% em relação ao mesmo período do ano passado deveu-se basicamente ao reajuste de 71% no preço do minério de ferro, sua principal fonte de faturamento. Os resultados, porém, deixaram dúvidas no mercado financeiro.

Analistas procurados pelo Estado consideraram os resultados operacionais da empresa positivos, mas preferiram não comentar o impacto do câmbio no balanço publicado sob as regras contábeis brasileiras, que reduziu quase à metade o lucro da companhia.

A Vale, em notas explicativas que acompanharam o balanço, destacou a sua "excelência de performance", com o "excelente desempenho operacional e financeiro, marcado por recordes de produção de níquel, pelotas e carvão, embarques de minério de ferro e pelotas, receita bruta, lucro operacional, geração de caixa e lucro líquido".

A empresa comemorou o resultado, especialmente "diante das condições adversas que prevaleceram durante todo o primeiro semestre do ano" e destacou entre esses obstáculos a depreciação do dólar americano e os aumentos de custos de insumos e equipamentos, além da queda do preço do níquel, que caiu a um terço do preço histórico alcançado no segundo trimestre de 2007.

O "ajuste" no resultado financeiro líquido, com a retirada do efeito do dólar sobre a receita e os ativos internacionais da mineradora foi feito respeitando as determinações da Comissão de Valores Mobiliários, ressaltou a Vale. O "resultado ajustado" foi quase o dobro do lucro com o impacto cambial.

A partir de 31 de dezembro, seguindo determinação da nova lei das Sociedades Anônimas, a empresa poderá considerar o efeito cambial no resultado, seguindo um novo padrão e critérios de empresa global, muito semelhante à contabilidade adotada nos EUA.

A Vale destacou os recordes de exportação de minério de ferro e pelotas, de faturamento bruto, e de receita no primeiro semestre, em dólares: US$ 18,945 bilhões, contra US$ 16,579 bilhões no mesmo período de 2007.

Apesar dos efeitos da política cambial, a Vale mostrou-se otimista com relação ao desempenho da economia global na primeira metade do ano, que "surpreendeu positivamente, estimando-se que tenha crescido à taxa ligeiramente superior a 4%", mas informou que trabalha com a possibilidade de um segundo semestre mais fraco. "A conjugação de fatores conduziu à forte correção de preços das ações, penalizando severamente as ações de companhias de mineração... Apesar dos riscos existentes, acreditamos que os bons fundamentos dos mercados de minérios não se reverteram."

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