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O lucro líquido da Renault cresceu 37% no primeiro semestre e chegou a 1,47 bilhão de euros (US$ 2,30 bilhões, ou R$ 3,64 bilhões), ante 1,07 bilhão de euros no mesmo período de 2007. As ações da montadora subiram após a divulgação dos resultados, mas passaram a cair depois que o presidente da empresa, o brasileiro Carlos Ghosn, anunciou estimativas pessimistas e planos para cortar gastos e investimentos.

As ações fecharam com queda de 3,35% na Bolsa de Paris, a 55,90 euros.

O faturamento atingiu 20,94 bilhões de euros, com um aumento de 2,3% em relação ao primeiro semestre de 2007, menos do que os 4,3% de crescimento na venda de veículos. A margem operacional foi de 4,1%, acima dos 3,5% do primeiro semestre do ano passado. O lucro operacional subiu 20%, para 845 milhões de euros.

Emprego

Ghosn confirmou as metas de margem operacional da Renault em 2008 e 2009 a despeito da deterioração das condições do mercado, mas disse que atingi-las vai exigir corte de postos de trabalho, da produção e de gastos com pesquisa e desenvolvimento. Ele havia prometido em 2006 que a Renault alcançaria margem operacional de 6% em 2009.

A montadora apresentou um plano que inclui um corte de 10% em cargos de chefia por meio de saídas voluntárias e o congelamento de contratações na Europa. Os gastos com pesquisa e desenvolvimento vão diminuir de 11,4% da receita para 10% até 2010 e lançamentos de produtos serão cancelados ou adiados. Sindicatos afirmam que a Renault pode eliminar até 5 mil postos de trabalho fora das linhas de produção, mas Ghosn não confirmou este número.

Vendas

O executivo reconheceu, porém, que outro compromisso para 2009 - a venda de 3,3 milhões de veículos das suas três marcas principais - está fora do alcance. A empresa agora prevê um total de vendas mais próximo a 3 milhões. A Renault também reduziu a estimativa para o crescimento das vendas neste ano, que era de 10% e agora baixou para 5%, "sem considerar um declínio adicional nos mercados europeus". A Renault prevê contração de 4% no mercado europeu em 2008 e não espera nenhuma melhora em 2009. As informações são da Dow Jones.

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