A Eletrobras comunicou, esta noite, um lucro líquido de R$ 1,706 bilhão no quarto trimestre de 2009, queda de 43,8% com relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, o lucro foi de apenas R$ 170,5 milhões, 97,2% inferior ao registrado em 2008, de R$ 6,137 bilhões.

A Eletrobras comunicou, esta noite, um lucro líquido de R$ 1,706 bilhão no quarto trimestre de 2009, queda de 43,8% com relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, o lucro foi de apenas R$ 170,5 milhões, 97,2% inferior ao registrado em 2008, de R$ 6,137 bilhões. A companhia não fez comentários sobre o desempenho no balanço divulgado junto à CVM, mas sofre bastante com as variações cambiais, que têm forte impacto sobre o resultado financeiro da companhia. Tanto que os resultados operacionais tiveram queda muito menor durante o ano. A receita operacional caiu 9%, para R$ 27,652 bilhões.<p><p>O Ebitda da companhia caiu 5,54% no ano de 2009, para R$ 5,188 bilhões. Já as margens operacionais caíram 2,5 pontos porcentuais, para 16,8%. O resultado financeiro, por outro lado, foi negativo em R$ 5,273 bilhões, contra um resultado positivo de R$ 3,383 bilhões no ano anterior. O valor de mercado da companhia cresceu 38,6% no ano, para R$ 40,1 bilhões ao final de 2009.<p><p>A variação cambial durante o ano de 2009 provocou uma despesa líquida de R$ 4,618 bilhões no resultado da Eletrobras no ano. Em 2008, o efeito cambial foi positivo em R$ 4,297 bilhões. O movimento é fruto de a Eletrobras "deter relevante parcela de seus recebíveis", ou cerca de US$ 5,612 bilhões, em moeda norte-americana.<p><p>O resultado contábil, portanto, é favorável à empresa quando o dólar está mais caro. A Eletrobras anunciou recentemente medidas para tentar minimizar esses efeitos, com a captação de US$ 4 bilhões, que funcionariam como uma espécie de hedge. A ideia é que os resultados reflitam de forma mais adequada nos aspectos operacionais.
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