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Lucro da Caixa é 62,3% superior ao de 2007 e chega a R$ 3,9 bilhões

BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal (CEF) registrou um lucro de R$ 3,9 bilhões em 2008. O montante é 62,3% ante o resultado de 2007, quando o banco público alcançou um lucro de R$ 2,4 bilhões. As operações de crédito foram o carro-chefe deste crescimento, totalizando um volume financeiro de R$ 80,1 bilhões.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Os financiamentos à pessoa física alcançaram um volume de R$ 13,7 bilhões, resultado 24,3% maior que o mesmo período do ano anterior. Já no crédito à pessoa jurídica, o saldo foi de R$ 15,1 bilhões, 87,2% a mais do que o registrado em 2007. A Caixa informa que já detém 3% de participação no mercado de crédito.

Segundo a diretoria da CEF, o desempenho de 2008 foi incentivado pelo resultado da intermediação financeira de R$ 11,2 bilhões, 25% a mais do que no ano anterior. Títulos e valores mobiliários tiveram uma alta de 28,8%, com R$ 17,4 bilhões.

Durante a divulgação de seu balanço, a Caixa informou que bateu seu próprio recorde de financiamento habitacional em janeiro de 2008 ¿ 155% a mais que janeiro de 2007. Até o fim deste ano, a CEF prevê um desembolso de R$ 27 bilhões ao setor.  Na avaliação da presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos, os números "significam que a Caixa se consolidou como uma instituição estratégica para o Brasil".

Inadimplência

A CEF informou que seus índices de inadimplência indicaram baixa. Nos financiamentos habitacionais, o índice de 2,1% registrado no final de 2007 caiu para 1,7% em 2008. Já no crédito comercial, a queda foi de 1,4 ponto percentual,  passando de 5,4% (dezembro 2007) para 4% (dezembro 2008).

Lucro menor

Apesar do resultado positivo no ano como um todo, no quarto trimestre de 2008, o banco obteve lucro líquido de R$ 618 milhões, uma queda de 14,5% em relação aos três meses anteriores, quando ganhou R$ 723 milhões.

O vice-presidente de Controle e Risco da Caixa, Marcos Roberto Vasconcelos, alerta que a queda não pode ser entendida como um efeito da crise financeira internacional. Segundo ele, a retração teve como conseqüência uma alta nos  gastos com folha de pagamento e provisões para cobrir eventuais prejuízos com calotes em operações de crédito. "Não teve crise. Os números da Caixa mostram isso".

Questionado sobre uma revisão orçamentária da Caixa devido às turbulências do mercado mundial, Vasconcelos disse que o banco ainda não fechou suas projeções. "Estamos fazendo uma reprogramação orçamentária, mas ainda não posso dar um valor. Acreditamos que vamos continuar expandindo nossa linda de crédito, observou.

Carteira de crédito

Segundo Vasconcelos, A CEF prevê um crescimento de 30% na oferta de crédito em 2009. O principal destaque deve ficar com os empréstimos às empresas. A Caixa pretende aumentar a carteira de financiamento às pessoas jurídicas em 35%. Nas linhas para as pessoas físicas, o crescimento deve ser menor, de 25%. Na habitação, a expectativa é de aumento entre 30% e 35%.

Spread

A direção da Caixa rebateu as críticas de que o banco elevou os spreads bancários - diferença entre a taxa de captação e o juro do empréstimo - no último trimestre de 2008 em meio ao agravamento da crise financeira. O vice-presidente de controle e risco da instituição, Marcos Vasconcelos, diz que uma eventual elevação dos spreads ocorreu de forma "não ativa". O vice-presidente de finanças do banco, Márcio Percival, afirma que o spread oscilou de forma "involuntária".

"O custo de captação da Caixa caiu com o aumento da procura dos poupadores por grandes instituições. Isso aumentou a nossa captação nos depósitos", explica Vasconcelos. "Ao mesmo tempo, nós não aumentamos as taxas em nenhum momento. Por isso, o spread acabou aumentando. Mas não foi uma decisão ativa", disse o vice-presidente de controle.

Ele lembrou que a instituição anunciou, no fim de dezembro, a queda das taxas de juros como forma de repassar o menor custo de captação da instituição.

(Com informações da Agência Estado)

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