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Lucro da Caixa cresce 90% no ano

Com uma postura mais agressiva no mercado de crédito, a Caixa Econômica Federal acumulou, de janeiro a setembro, um lucro líquido de R$ 3,3 bilhões. O resultado, divulgado ontem, foi 90% superior ao lucro de R$ 1,7 bilhão de igual período de 2007.

Agência Estado |

No terceiro trimestre, o lucro foi de R$ 722 milhões, em comparação a R$ 62,5 milhões no ano passado.

Segundo a diretoria da instituição, a melhora do resultado é conseqüência da mudança de atuação da Caixa, que passou a atrair mais clientes no segmento das médias e grandes empresas. No ano passado, a Caixa teve problemas com a concessão de crédito às micro e pequenas empresas, sem fazer avaliação de risco mais criteriosa e adaptada às condições de pagamento dos pequenos. Por isso, amargou uma alta taxa de inadimplência, um motivo dos resultados baixos, principalmente no terceiro trimestre de 2007.

"O resultado comprova que fizemos o movimento certo na direção da expansão do crédito, com redução de inadimplência e manutenção das taxas", afirmou a presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho. Ao buscar clientes entre as grandes companhias, que têm melhor capacidade de pagamento, o banco reduziu o risco de calotes.

No crédito às pessoas jurídicas, a Caixa informou ter reduzido a taxa de inadimplência para 2,8% em setembro, contra 7,6% de janeiro do ano passado. Em setembro de 2007, estava em torno de 5% o porcentual de empréstimos com mais de 90 dias de atraso nessa carteira.

O movimento na direção das grandes empresas recebeu, de certa forma, um empurrão da crise internacional. Os dados de outubro, que não aparecem no balanço divulgado ontem, revelam que a Caixa emprestou R$ 4,5 bilhões a empresas, a melhor marca mensal da história do banco na área empresarial. "Alguns bancos apresentaram problemas de liquidez, outros ficaram mais cautelosos, mas a Caixa não teve motivo para não oferecer crédito, desde que bem analisado", afirmou o vice-presidente de Finanças, Márcio Percival.

Ele acrescentou que, neste ano, a instituição optou por destinar mais dinheiro para empréstimos e menos à compra de títulos públicos. Com isso, a carteira de crédito total cresceu 33% em relação aos primeiros nove meses de 2007, com destaque para os financiamentos habitacionais e às empresas, enquanto as aplicações em títulos caíram 5,5%.

O maior controle de despesas também ajudou a melhorar o resultado, segundo o vice-presidente de Controle e Risco, Marcos Vasconcellos. Os gastos administrativos cresceram apenas 2,8% de janeiro a setembro, enquanto as receitas com prestação de serviços aumentaram 8,1%.

Vasconcellos disse ainda que, nesse período, a Caixa ampliou em quase 30% os depósitos à vista, em 25% a captação de recursos em cadernetas de poupança e somou 44,3 milhões de clientes. No mesmo mês de 2008, a base de clientes era de 40,6 milhões. Com isso, o patrimônio líquido da instituição subiu 16,8%, para R$ 12,2 bilhões no final de setembro passado.

A meta da Caixa é continuar investindo no relacionamento com as empresas e, para isso, a nova linha de empréstimo de R$ 3 bilhões destinada a capital de giro das construtoras vai ajudar. O vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda, disse que "muitas construtoras habitacionais" já procuraram o banco e, na próxima semana, as primeiras operações começarão a ser liberadas. A linha foi autorizada na semana passada pelo governo como mais uma medida para enfrentar a crise de crédito no País.

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