A BM&FBovespa registrou no primeiro trimestre de 2010 lucro líquido consolidado de R$ 282,601 milhões, 24,5% superior aos R$ 226,980 milhões obtidos no primeiro trimestre de 2009. A companhia refere-se a essa conta como lucro líquido societário.

A BM&FBovespa registrou no primeiro trimestre de 2010 lucro líquido consolidado de R$ 282,601 milhões, 24,5% superior aos R$ 226,980 milhões obtidos no primeiro trimestre de 2009. A companhia refere-se a essa conta como lucro líquido societário. No material de apresentação, há também divulgação do lucro líquido ajustado, de R$ 403,248 milhões no primeiro trimestre, o que representa 64,1% de crescimento ante o primeiro trimestre de 2009, de R$ 245,739 milhões. Os ajustes são compostos por reconhecimento de passivo diferido do processo de amortização fiscal de ágio e despesas com o plano de opções de compra de ações. O Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortizações) foi de R$ 334,626 milhões, 89,3% maior que em igual período do ano passado, quando era R$ 176,739 milhões. A margem Ebitda passou de 55,8% para 72,9% na mesma comparação, segundo relatório da administração. A receita líquida no período alcançou R$ 459,128 milhões, um aumento de 45% sobre os R$ 316,548 milhões no mesmo trimestre do ano passado. O resultado financeiro líquido ficou estável, em R$ 67,696 milhões, ante R$ 67,859 milhões no primeiro trimestre de 2009. Transações O aumento recorde nas transações da Bolsa no primeiro trimestre de 2010 fez a receita líquida da BM&FBovespa aumentar em 45%, para R$ 459,1 milhões, na comparação com o mesmo período de 2009. A receita bruta aumentou no mesmo porcentual e somou R$ 510,7 milhões. Desse total, a negociação e liquidação de operações no segmento Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), como ações e opções, teve crescimento de 64,2% e gerou receita bruta de R$ 259,8 milhões. Já as transações no segmento Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), como derivativos e futuros, tiveram alta de 33,5%, para R$ 170,9 milhões. Em número de contratos negociados, na BM&F houve aumento de 66,7%, passando de uma média diária de 1,47 milhão de operações no primeiro trimestre do ano passado para 2,45 milhões entre os meses de janeiro e março deste ano. O destaque fica por conta dos contratos de taxas de juros em reais, com aumento 86,3%. Em seguida, aparecem os contratos de taxa de câmbio, que tiveram aumento de 55,8%. Em commodities, o volume negociado subiu 14,1%, puxado principalmente por transações com milho, que cresceram 230%. Na Bovespa, a média diária de negócios no trimestre cresceu 46% e bateu em 406 mil operações. O volume médio diário de negociação também subiu, 68,9%, para R$ 6,6 bilhões. A participação do segmento Bovespa nas receitas totais da BM&FBovespa aumentou cinco pontos porcentuais no período, passando de 45% para 50,9%. No segmento BM&F, a fatia caiu de 36,1% para 33,5%. O aumento das receitas no primeiro trimestre foi acompanhado por queda das despesas. As despesas operacionais caíram 8,2% e somaram R$ 136,6 milhões no primeiro trimestre, puxada pela redução de 25% das despesas com pessoal.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.