A empresa norte-americana de energia AES, que no Brasil controla a AES Eletropaulo e a AES Tietê, obteve lucro de US$ 185 milhões (US$ 0,28 por ação) no terceiro trimestre deste ano, um resultado 27,6% maior que os US$ 145 milhões (US$ 0,22 por ação) registrados em igual período do ano passado. Excluindo hedge (proteção) e outros impactos extraordinários, no entanto, o lucro caiu de US$ 0,31 para US$ 0,26 por ação.

A receita da companhia caiu 11% entre os períodos, para US$ 3,84 bilhões. A maior parte do declínio resultou de impacto cambial. A margem bruta aumentou de 22,3% para 26,3%, por causa dos custos mais baixos de combustível.

O grupo anunciou que está vendendo uma fatia de 15% de seu capital acionário, no valor de US$ 1,58 bilhão, para o China Investment Corp (CIC), o fundo de riqueza soberana da China. O CIC está pagando o equivalente a US$ 12,60 por ação, um desconto de 9,1% em relação ao preço de fechamento do papel ontem. O fundo chinês também assinou uma carta de intenções para investir US$ 571 milhões em operações de geração de energia eólica da AES.

De acordo com o executivo-chefe da AES, Paul Hanrahan, o acordo vai fortalecer os laços da companhia com o mercado asiático. "Isso realmente muda o jogo para a AES", disse, em teleconferência após a divulgação do balanço. Ele descreveu a Ásia como o futuro do setor de energia global, acrescentando que a injeção de capital vai lhe dar recursos para possíveis oportunidades de fusões e aquisições.

Hanrahan disse ainda que não vê preocupações com a segurança nacional resultantes do acordo, que passará por revisão do Comitê para Investimento Estrangeiro dos EUA. O executivo acrescentou que, por causa do acordo com o CIC, a AES não emitirá ações adicionais por 12 meses. Embora sediada na Virginia, a AES opera em 29 países. As informações são da Dow Jones.

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