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A AmBev teve lucro líquido consolidado de R$ 402,1 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 10,4% em relação ao lucro de R$ 448,7 milhões no mesmo período de 2007. A receita líquida da empresa totalizou R$ 4,739 bilhões de abril a junho, aumento de 4,7% na comparação anual.

Segundo a AmBev, a receita líquida cresceu com o reajuste de preços feito pela companhia e do desenvolvimento do segmento de cervejas premium nos principais mercados em que atua. Sua participação de mercado manteve-se estável, em 67,3%

"Apesar de 2008 continuar sendo um ano difícil, acreditamos numa melhora do crescimento da indústria no segundo semestre, com desaceleração da inflação de alimentos", disse Luiz Fernando Edmond, diretor geral da AmBev para a América Latina.

O volume de vendas cresceu 3,5%, o que, segundo Edmond, foi um bom resultado, "após um primeiro trimestre de temperaturas baixas, chuvas, carnaval antecipado e alta de preço dos alimentos".

A Lei Seca, segundo o executivo, também não teve grandes impactos. "Até agora, não vimos grandes conseqüências da lei. Toda a mídia ocorre porque a imprensa e o governo estão educando a população, e é isso que vocês vêem de fora", disse Edmond na sua apresentação para analistas financeiros.

No acumulado de janeiro a junho, a AmBev teve lucro líquido consolidado de R$ 1,146 bilhão, resultado 4,7% maior do que o obtido nos seis primeiros meses de 2007. A geração de caixa (Ebitda) no primeiro semestre ficou em R$ 4,053 bilhões, com margem de 42,3%. Um ano antes, o Ebitda foi de R$ 3,885 bilhões e a margem, de 42,3%.

Já em outros países da América Latina (República Dominicana, Guatemala, Equador, Peru, Venezuela, Nicarágua e El Salvador), o Ebitda apresentou resultado negativo de R$ 28 milhões. "Estamos satisfeitos com nossa performance no Peru, Equador e na Republica Dominicana, que mantêm crescimento de dois dígitos de volume e ganhos de participação de mercado. Contudo, teremos mais um ano difícil na Venezuela e não esperamos atingir a neutralidade em Ebitda em 2008."

InBev

A cervejaria belgo-brasileira InBev, controladora da AmBev, anunciou alta de 8,6% no seu lucro líquido no segundo trimestre deste ano, para 542 milhões, de 499 milhões obtidos no mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, as fortes vendas no Brasil e na Rússia contribuíram para os ganhos no período entre abril e junho deste ano.

O volume de vendas da InBev cresceu 0,7%. A empresa se tornará a maior cervejaria do mundo quando finalizar a aquisição da americana Anheuser Busch,no fim do ano.