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Lopes desiste da compra da imobiliária Patrimóvel

A crise econômica desfez uma das maiores negociações do setor imobiliário no País: a venda da imobiliária Patrimóvel, do Rio, para a maior empresa do setor, a Lopes, de São Paulo, por R$ 210 milhões. O negócio havia sido fechado no ano passado.

Agência Estado |

"Quando a gente comprou a Patrimóvel em novembro do ano passado, tinha uma perspectiva de crescimento virtuoso para todo o mercado imobiliário. Com o advento da crise econômica mundial e seus impactos no Brasil, era natural repensar a precificação de nossos ativos", afirma o diretor de relações com investidores da empresa, Marcello Leone.

O presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos, retomou o controle da empresa, mas 10% das ações permaneceram com a Lopes, que já havia desembolsado um sinal de R$ 80 milhões e tem direito de preferência numa eventual renegociação enquanto for acionista. A Lopes manteve, ainda, uma opção de recompra dos 90% restantes da Patrimóvel em um prazo de três anos.

Para Vasconcelos, o problema que levou à dissolução do negócio foi a política de expansão da Lopes. "Ninguém poderia ter feito uma expansão tão absurda como foi feita. E isso acabou descapitalizando elas (imobiliárias)", acrescentou.

Os R$ 80 milhões desembolsados pela Lopes equivaliam a 40% do total da Patrimóvel quando o negócio foi acertado. Os demais R$ 130 milhões haviam sido divididos em duas parcelas de R$ 65 milhões. A primeira seria paga no próximo dia 31 de dezembro, enquanto a outra ficaria para 31 de dezembro do ano que vem, num contrato de usufruto que cogitava a devolução da empresa no caso de não pagamento das parcelas.

Na última divulgação de resultados, em 30 de setembro, a Lopes tinha caixa de R$ 138 milhões, mas obrigações de R$ 130 milhões com a Patrimóvel e outros R$ 35 milhões de diversas aquisições. Com a desistência, Leone diz que a Lopes ficará com recursos para analisar futuras negociações. Segundo ele, não compensaria pagar mais R$ 130 milhões por um ativo que, no segundo trimestre, respondeu por apenas 3% do lucro líquido da Lopes. "Se você olhar a divulgação dos resultados da Lopes no segundo trimestre, o mercado do Rio já começou a diluir a margem da Lopes naquele período", afirmou Leone.

Vasconcelos, por sua vez, garante que a Patrimóvel crescerá mesmo sem o sócio e apesar da crise - mas apenas no Rio. "A Patrimóvel quer ser dona do Rio de Janeiro, quer crescer na própria cidade. Temos quatro lojas no Rio. Não quero ir para outro lugar. Eu quero ser o rei do Rio", afirmou. Uma das estratégias da empresa é reforçar a atuação em imóveis usados. Para isso, a empresa vai abrir três novas lojas "de imediato", nos bairros do Recreio, Méier e Flamengo.

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