Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Londres anuncia pacote contra a crise

O governo trabalhista de Gordon Brown anunciou nesta segunda-feira um plano anticrise, que inclui a injeção de bilhões de libras na economia britânica, além de uma redução de impostos para o consumidor e um aumento tarifário sobre os mais ricos.

AFP |

O pacote foi divulgado no Parlamento pelo ministro britânico das Finanças, Alistair Darling, que confirmou um corte na taxa sobre o Valor Agregado (TVA, o imposto sobre o consumo), que passará de 17,5% para 15%, o limite mínimo fixado pela União Européia (UE).

A medida, que consta de um pacote contra a recessão, entrará em vigor no dia 1º de dezembro, com duração prevista até o final de 2009, e representará uma perda de arrecadação para o fisco de 12,5 bilhões de libras.

Devido à crise financeira internacional, a economia britânica deve encolher entre 0,75% e 1,25% em 2009, declarou o ministro no Parlamento.

O governo prevê compensar uma parte dessa perda com um aumento de 40% para 45% do imposto de renda sobre os que ganham mais de 150.000 libras anuais (177.000 euros, 226.000 dólares), o que, segundo especialistas, afetará 400.000 pessoas, entre elas milhares de empregados da City londrina.

Este aumento - a primeira alta do imposto de renda no Reino Unido desde a década de 70 - será introduzido em 2011, indicou Darling.

Outras medidas do pacote de incentivos para enfrentar a crescente deterioração econômica prevêem a suspensão do imposto sobre a circulação, um aumento dos subsídios para o combustível de calefação e o congelamento da reforma fiscal que aumentaria impostos.

"Nestas circunstâncias econômicas excepcionais, quero dar passos acertados e responsáveis para proteger as empresas e as pessoas, ao mesmo tempo em que ajustamos as finanças públicas", declarou Darling, que falou no Parlamento ao lado do primeiro-ministro Brown.

O premier britânico afirmou, por sua vez, que a decisão de aumentar os empréstimos para compensar o corte de impostos é "responsável e necessária".

Mas as críticas choveram sobre o plano keynesiano de Brown, principalmente por parte dos conservadores, alertando para um aumento da dívida britânica como conseqüência dos planos do governo.

Para David Cameron, líder da oposição, o pacote de Brown elevará a dívida pública a 100 bilhões de libras, "uma bomba-relógio" para o país.

Na opinião de Brown, no entanto, essas medidas "não são uma aposta", mas sim "uma ação responsável, necessária". Os que "pedem que não se adote nenhuma medida" são os que estão dispostos a "deixar sem esperanças as pessoas que querem solucionar seus problemas hipotecários e empregatícios", afirmou.

E isso seria "cruel", concluiu Brown - cuja taxa de popularidade, que estava baixíssima, se recuperou depois das propostas globais para fazer frente à crise financeira mundial.

Segundo ele, "estes são tempos excepcionais, problemáticos na economia global com um impacto em empresas e nas famílias do mundo inteiro", indicou, ao revelar as iniciativas de incentivos fiscais.

od/yw/sd/ap

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG