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London Mining deve ser vendida por US$ 1 bilhão

A London Mining anuncia hoje a venda da mina que comprou há pouco mais de um ano, na região de Serra Azul, em Minas Gerais. O negócio é estimado em cerca de US$ 1 bilhão.

Agência Estado |

Com sede em Londres, a London Mining começou a produzir minério de ferro ao comprar, em maio do ano passado, as Minas Itatiaiuçu, na região Centro-Oeste do Estado, no Quadrilátero Ferrífero. Em abril, a empresa informou que estava recebendo propostas pela mina. Depois de analisar várias propostas, a London Mining bateu o martelo no fim de semana.

Com a decisão, a mineradora suspendeu negócios com suas ações na Bolsa de Valores de Oslo, na Noruega, preparando-se para anunciar o "processo de revisão estratégica" da companhia no Brasil.

Durante as negociações, especulou-se sobre o suposto interesse de empresas como os grupos indianos Tata e Sesa Goa e os brasileiros CSN e MMX na London Mining. Segundo informações de mercado, quem venceu a disputa foi uma grande siderúrgica. Fabricantes de aço, como ArcelorMittal, Usiminas, CSN e Gerdau têm investido em minas para garantir o abastecimento de matéria-prima.

"Está previsto um anúncio para amanhã", limitou-se a dizer o presidente da London Mining no Brasil, Luciano Ramos.

Durante o processo de venda, a London Mining designou o banco UBS para prestar assessoria, com a empresa Kaupthing Singer & Friedlander. Um estudo geológico apresentou um aumento na estimativa do nível de reservas da mina para 260 milhões de toneladas de minério.

Na operação para a compra da Minas Itatiaiuçu, a London Mining investiu US$ 130 milhões, com planos de ampliar a produção de 500 mil toneladas para 3,5 milhões de toneladas. Numa segunda etapa, foi estipulada uma meta de 10 milhões de toneladas anuais. Como parte do investimento inicial, a mineradora já finalizou a construção de uma moderna processadora de minério.

A London Mining foi a primeira a chamar a atenção de grandes mineradoras e siderúrgicas pela Serra Azul. A disparada do preço do minério serviu para tornar viável a exploração das jazidas da região, em média com teor de ferro inferior a 50%. Antes, as grandes empresas só se interessavam por depósitos com teor de pelo menos 70%.

Disputa

Em maio, a London Mining foi surpreendida por uma decisão de primeira instância da 2ª Vara Cível de Itaúna (MG), que ameaçava a paralisação das atividades da empresa, em função de uma disputa pela área. A juíza Andréa de Souza Benfica determinou a suspensão da exploração. A mineradora recorreu e conseguiu suspender a decisão. As informações são do O Estado de S. Paulo

*C/ Natalia Gómez

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