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Lojistas esperam Natal fraco nos EUA

O Natal se anuncia como bastante melancólico para os comerciantes americanos, com os consumidores vítimas da crise; a previsão mais otimista é a de que apenas as lojas de preços mais populares consigam escapar.

AFP |

A agência de classificação de riscos Standard and Poor's, que, na melhor das hipóteses, prevê uma estagnação das vendas, descreve a situação em termos bastante ruins: "confrontado com uma montanha de desafios, incluindo um mercado imobiliário horrível, desemprego em alta, gastos com consumo em baixa, uma confiança dos consumidores que se reduz, uma volatilidade extraordinária da Bolsa e uma incerteza sobre os mercados financeiros, o comércio varejista está na defensiva".

Os próprios comerciantes, ouvidos pela consultoria BDO Seidman, contam com uma queda de 2,7% nas vendas, durante uma temporada que corresponde, normalmente, a 22% dos negócios. Se essas previsões se concretizarem, segundo a S&P, "será a temporada de festas mais difícil de que o comércio tem lembrança", após dez anos em que as vendas natalinas avançaram a uma média de 4,4% ao ano.

"O pessimismo dos diretores de marketing este ano é sem precedentes e se deve, amplamente, às recentes perturbações dos mercados financeiros", declarou o associado da BDO Seidman Al Ferrara, citado em um comunicado.

Nesta terça-feira, o índice de confiança dos consumidores atingiu seu pior nível desde que foi criado, em 1985.

Na semana passada, o Conselho Internacional dos Shoppings Centers (ICSC) divulgou que as redes de lojas esperam um final de ano "complicado".

O número um mundial da distribuição Wal-Mart, especialista em preços baixos, mostrou um otimismo que contrasta, porém, com o desânimo dos concorrentes.

Sem antecipar previsões de venda, seu presidente-executivo Lee Scott explicou, ontem, que a forte baixa do preço da gasolina deixava um pouco mais de dinheiro no bolso dos clientes, "dos quais 20% não têm conta em banco".

Além disso, avaliou, em tempos de incerteza, as famílias se esforçam para preservar o clima de festa e alegrar as crianças e, para isso, buscam as ofertas.

Scott destacou, por exemplo, as boas vendas de artigos para Halloween e para as crianças em geral.

A agência Standard and Poor's compartilha essa análise, prevendo que os preços baixos "devam atrair os consumidores".

Para a S&P, "os pais continuarão a comprar brinquedos para dar de presente aos filhos", mas sem que a maioria dos varejistas possa se beneficiar, já que serão obrigados a cortar os preços.

Resultado: "começamos a ver mais uma temporada de festa bastante catastrófica para os vendedores de brinquedos americanos".

Em relação aos presentes para adultos, sobretudo, os produtos eletrônicos, a S&P também está muito pessimista e prevê vendas "consideravelmente mais fracas do que há um ano".

"As vendas dos produtos caros, como as TV de LCD e os laptops, devem baixar (...) As vendas de aparelhos menores, como telefones celulares e os video games, devem ter melhor desempenho, mas também estarão sob pressão", prevê a agência, esperando uma queda de 2% a 2,5% das vendas no setor.

chr/tt/sd

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