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Lojas dos EUA lançam mão da internet para impulsionar vendas no Natal

Paula Gil. San Francisco (EUA), 25 nov (EFE) - Desemprego em alta, mercados em queda livre e previsões pessimistas para 2009: o panorama não é convidativo a gastar dinheiro nas festas de fim de ano, e, por isso, as lojas americanas lançaram-se a uma guerra pelo consumidor com agressivos descontos on-line. Segundo a organização independente Conference Board, os consumidores americanos gastarão no Natal uma média de apenas US$ 418 em presentes, frente aos US$ 471 do ano passado. Esta será uma das temporadas natalinas mais difíceis em muitos anos e vão ser necessários mais descontos e incentivos que o habitual por parte dos vendedores, disse Lynn Franco, diretora do centro de pesquisa de consumo do Conference Board. Os grandes cortes chegam normalmente às lojas americanas a partir da sexta-feira negra, o dia seguinte do feriado de Ação de Graças, considerado o pontapé inicial da campanha de compras natalinas. A ocasião é chamada de sexta-feira negra, pois, tradicionalmente, é o dia em que as lojas saem do vermelho e começam a registrar lucro. Este ano, os descontos já começaram no final de outubro tanto nas lojas reais quanto na internet, onde a facilidade para comparar ofertas faz com que a competição seja feroz. A Sony, por exemplo, introduziu sua câmera filmadora HDR-SR11 em abril com um preço recomendado de US$ 1.200.

EFE |

Hoje, páginas como shopdigitaldirect.com disponibilizam o produto a US$ 429, com frete grátis.

Uma rápida busca no Shopzilla.com permite encontrar a última geração do iPod Nano de 8GB por US$ 138, quase US$ 11 a menos que na loja da Apple, enquanto o Dealnews.com oferece o novo BlackBerry Storm por apenas US$ 150, um desconto de US$ 40 em relação ao preço sugerido pela operadora Verizon.

Acostumados a altas de dois dígitos, as lojas no varejo on-line já acusam a crise: um relatório da empresa de consultoria comScore esta semana confirmou que as vendas na internet cresceram em outubro só 1% frente ao mesmo mês de 2007, uma taxa historicamente baixa.

Uma pesquisa da empresa de consultoria BDO Seidman também divulgada esta semana e realizada entre responsáveis de marketing de alguns dos principais estabelecimentos no varejo dos Estados Unidos concluiu que as vendas cairão na temporada natalina em torno de 2,8%, mas crescerão 8% na internet.

"Os consumidores gastam on-line, em vez de fazê-lo nas lojas", explicou à Agência Efe Ted Vaughan, executivo da BDO Seidman. "Ainda há um enorme potencial neste setor".

Vaughan não acredita que isso se deva só à crise, e opina que também obedece a uma tendência iniciada nos últimos anos.

"Cada vez é mais seguro comprar na internet, há mais informação e os vendedores melhoraram a experiência de compra", destacou. Muitos nas lojas, especialmente este ano, arcam com as despesas de envio, com o que "o cliente sai no lucro", afirmou.

A internet facilita comparar as ofertas em um momento econômico especialmente sensível para o bolso, e, às vezes, sequer é preciso ficar sentado em frente do computador para encontrar as melhores ofertas.

Os últimos modelos de telefones celulares com conexão à internet incluem programas nos quais o consumidor pode fotografar o código de barras ou introduzir o nome do produto e ver imediatamente se pode poupar comprando o mesmo artigo on-line.

Um popular serviço nos EUA é o Snappr.mobi, um aplicativo do Snappr.net que pode ser baixado de graça e funciona com BlackBerry, iPhone da Apple e a maioria dos telefones celulares com câmera.

No Snappr.net, o usuário coloca o nome do produto ou o número do código de barras (ou o fotografa, se tem um iPhone) e imediatamente obtém informação sobre preços em lojas virtuais, avaliações de outros usuários ou mesmo vídeos.

"O principal benefício do Snappr está em que permite comprar tendo consciência do preço e comparar diretamente na loja", disse à Efe Philip Stehlik, CEO e fundador da companhia. EFE pg/db

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