A entrada do Magazine Luiza em São Paulo marca o início de um novo conceito de loja, no qual o consumidor poderá experimentar cada produto que irá levar para casa. Na loja de 4 mil metros quadrados localizada no shopping Aricanduva, na zona Leste, ele poderá ter essa experiência antes de se decidir pela compra.

Batizada de loja-conceito, o ponto-de-venda não terá apenas produtos de vanguarda, entre eletroeletrônicos, móveis, eletrodomésticos e brinquedos. A loja foi dividida em sete "mundos" diferentes, que reúnem produtos afins com a possibilidade de experimentação.

No espaço Transforme, por exemplo, administrado pela Taiff, fabricante de secadores e chapinhas, as mulheres poderão fazer escova e se certificar se o secador realmente funciona. No espaço Convergência, capitaneado pela Sony, será possível explorar as imagens em alta definição na TV, no computador, no celular, na câmera digital e na filmadora. No espaço Comunique, será possível conhecer as novidades da tecnologia, como a internet acessada por meio do celular. Além disso, no meio da loja, está instalada a tradicional padaria paulistana, batizada de Padoca Luiza, onde estão os comes e bebes - obviamente, pagos -, mas com computadores livres para acesso à internet.

Segundo Nelson Rocha, presidente da Criacittá, empresa de marketing cenográfico, responsável pelo projeto, a associação de entretenimento com consumo é uma tendência mundial. Responsável pelas três primeiras edições da Super Casas Bahia, a loja da rede montada na época do Natal, e também pelo projeto da Havaianas no exterior, ele diz que inspirou-se em megastores, como a da Apple.

Com contrato de exclusividade com o Magazine Luiza até dezembro de 2009, Rocha explica que não há números exatos de quanto as vendas podem aumentar com essa nova estratégia de marketing, que tem custo elevado. Tanto é que fornecedores dos produtos contribuíram para a iniciativa.

Dependendo do resultado, a loja-conceito, hoje instalada só no shopping Aricanduva, poderá ser replicada em outros pontos-de-venda da empresa, prevê a superintendente da rede, Luiza Helena Trajano. Na opinião dela, esse modelo não se contrapõe às lojas virtuais da rede, onde não há mercadorias e o consumidor compra só pela imagem do produto.

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