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Crise das hipotecas subprime obriga mercado japonês a fazer reajustes

Patricia Souza Tóquio, 9 ago (EFE).- O Japão não foi o país mais afetado pela crise das hipotecas subprime, embora as perdas de seus bancos tenham sido milionárias, a queda do índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, tenha superado 20% e seu mercado de imóveis esteja em um momento de ajustes.

EFE |

Escadas rolantes que funcionam, câmeras de segurança e prateleiras abarrotadas de mercadorias, com alguns produtos quase extravagantes para um cubano, como os alarmes contra fumaça, fizeram com que muitos havaneses formassem fila perante o estabelecimento e sob o sol, ainda sem ter uma idéia clara do que era vendido lá.

Localizada em um imóvel emblemático no coração da capital cubana, o do antigo armazém Tent-Cents, a nova Trasval abriu há 20 dias com uma ampla oferta que inclui ferramentas, artigos de limpeza e de encanamento, acessórios para carros, eletrodomésticos e sapatos, entre outros.

Este estabelecimento estatal aparece enquanto o Governo do presidente Raúl Castro lança uma cruzada em favor da qualidade dos serviços e da produção, levando inclusive a aprovar uma resolução que vincula o cálculo dos salários ao cumprimento desses critérios.

No caso do setor comercial no varejo, a imprensa oficial cubana chamou a atenção nos últimos meses para as falhas do mercado em moeda estrangeira, com denúncias e críticas a problemas como a garantia dos produtos, o serviço mal feito dos vendedores e a pouca variedade de mercadorias.

Após meses de preparação, o grupo empresarial Trasval, do Ministério do Interior, tem buscado criar uma imagem da loja como o centro comercial de moda.

O grupo mantém um impressionante corpo de segurança que inclui agentes posicionados até mesmo ao longo fila que os clientes fazem para entrar, situada a vários metros da porta principal do estabelecimento.

"Isto é uma loja ou uma prisão?", comentou Alejandro, um jovem de 24 anos, enquanto superava passo a passo os vários "obstáculos" para entrar na Trasval em uma longa fila que chega à esquina contrária à da porta de acesso.

Nos corredores da loja há mais funcionário da equipe de segurança, acompanhando os vendedores, perto dos cartazes que anunciam o uso de um sistema de câmeras de alta tecnologia, e de uma locutora que repetia essa informação, além de outras notícias, pelo áudio interno do local.

A empresa, que tem outras lojas menores no resto do país cujos serviços também incluem a troca e o fornecimento de moedas, mensagens, proteção e serviços técnicos, não incluiu entre a mercadoria do novo local os produtos liberados pelo Governo de Raúl Castro em abril.

Não há motocicletas elétricas, nem aparelhos de DVD, nem televisores ou computadores, alguns dos produtos que saíram da lista censurada nas lojas estatais este ano.

Após sair de uma das caixas registradoras, Regina, uma aposentada de 67 anos, disse à Agência Efe que os artigos são "muito caros", embora ela tivesse resolvido o seu "problema" no departamento de "Tudo por um preço", onde os custos são barateados, e cuja rede desapareceu por um tempo dos shoppings.

"Uma vassoura com recolhedor custa 15 CUC (pesos conversíveis)!", comentou Regina assombrada por um preço que equivale a aproximadamente US$ 16, quase um mês de salário médio na ilha.

Enquanto os preços assustam alguns, outros agradecem ter à mão mercadorias que quase nunca encontrariam, por isso as opiniões dependem de quem compra e de suas prioridades.

Um homem que preferiu não se identificar tentava adquirir um pequeno televisor portátil cujo preço era de cerca de 48 CUC (1.152 pesos cubanos não conversíveis, quase o triplo do salário médio mensal na ilha, que é de 408 pesos) só para ver em seu trabalho a transmissão dos Jogos Olímpicos de Pequim. EFE arj/bm/gs

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