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Lobão: reservas do País estão à disposição da Petrobras

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje que a Petrobras poderá utilizar reservas internacionais do País em caso de necessidade para fazer frente aos efeitos da crise financeira internacional. É uma possibilidade.

Agência Estado |

É uma decisão do governo. Se a Petrobras, um dia, vier a precisar, socorreremos com essas reservas. Elas estão lá, paradas", disse o ministro, em entrevista, ao chegar ao Ministério de Minas e Energia esta tarde.

A uma pergunta se o governo tem a intenção de liberar verbas das reservas para a estatal de petróleo, Lobão respondeu: "Há essa intenção. São reservas que estão lá, à nossa disposição, e que podem ser sacadas a qualquer momento."

O ministro afirmou que um eventual empréstimo de parte dessas reservas à Petrobras não colocará em risco a economia. "O Brasil, precisando, emprestará à Petrobras alguma coisa. Mas não vai desmobilizar as reservas a ponto de colocar a economia nacional em risco por causa do saque", afirmou. "Alguma coisa", continuou Lobão, "pode ser feita sem nenhum prejuízo." Ele acrescentou que não há na legislação nenhum impedimento para a realização desse empréstimo à Petrobras.

Plano estratégico

A Petrobras divulgou esta tarde uma nota à imprensa informando que está finalizando a revisão do seu Plano de Negócios. "Até o momento não houve nenhuma deliberação da Diretoria Executiva nem do Conselho de Administração da companhia sobre o assunto. Tão logo seja aprovado, a Petrobras comunicará ao mercado o seu novo Plano de Negócios."

Na semana passada, o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, sinalizou com a possibilidade de o plano ser divulgado até o dia 20 deste mês, considerando que a última reunião do Conselho Administrativo acontece na sexta-feira da semana que vem (dia 19).

Hoje, o ministro de Minas e Energia disse acreditar que, ainda este ano, a Petrobras divulgará seu planejamento estratégico atualizado. "A Petrobras tem um planejamento de US$ 103 bilhões (de investimento). É um planejamento que se atualiza ano a ano", disse Lobão. Ele cogitou, inclusive, a possibilidade desse valor ser incrementado. "Para surpresa dos senhores, até pode ser um planejamento mais alentado, com recursos mais elevados", acrescentou.

Lobão não soube prever quanto de investimento será necessário para exploração do petróleo na camada do pré-sal, localizada abaixo do leito marinho. Ele disse que a Petrobras está trabalhando nesses números, que podem ser anunciados junto com a atualização do planejamento estratégico.

Pré-sal

Segundo o ministro, deverá ser marcada para amanhã uma reunião da comissão interministerial que trata da definição de um marco regulatório para o setor do petróleo com vista à exploração futura do óleo da camada do pré-sal. Lobão explicou que essa reunião teria por objetivo concluir a elaboração da proposta de regras a ser apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele lembrou que caberá ao presidente Lula tomar a decisão final sobre o marco regulatório.

"O presidente analisará as sugestões e dará o ritmo para o debate", disse Lobão, reiterando que o governo quer discutir amplamente o assunto com a sociedade.

O ministro afirmou que, no âmbito do Ministério de Minas e Energia, o trabalho de elaboração das regras do pré-sal já está concluído. "Do meu ponto de vista, o trabalho está concluído", afirmou o ministro. Ele disse que uma das possibilidades é a adoção do sistema de partilha, semelhante ao modelo adotado na Noruega.

Chinas e outros países

O ministro de Minas e Energia disse também que, além da China, o governo brasileiro está conversando com outros potenciais investidores para garantir os investimentos da Petrobras, inclusive os necessários para a exploração de petróleo no pré-sal. "Não é apenas a China. É um leque de oportunidades que a Petrobras tem", disse.

Segundo ele, já houve conversas com representantes dos Emirados Árabes, com grupos japoneses, com bancos canadenses e com exportadores de equipamentos de exploração de petróleo que têm suas próprias fontes de financiamento. "A Petrobras é uma empresa sólida. Tem tradição e uma história de prestígio no exterior. Não há investimento mais seguro do que nela", disse.

Segundo ele, ainda não há nada definido e que detalhes "de quanto e onde" será investido serão discutidos ao longo das negociações.

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