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Lobão pede investimento americano no setor energético brasileiro

Nova York, 13 nov (EFE) - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje em Nova York que o investimento americano no setor energético brasileiro é mais que bem-vindo para continuar com o desenvolvimento da rede energética mais limpa e renovável do mundo. Em conferência a investidores americanos organizada pelo Conselho das Américas, Lobão deu como exemplo o fato de que quase 90% da energia elétrica brasileira provém de fontes renováveis e que há mais automóveis que usam etanol do que gasolina. Mesmo assim, explicou que o Brasil está imerso no Plano Decenal de Expansão de Energia 2007-2016, que prevê o investimento de US$ 61 bilhões em geração (US$ 49 bilhões em usinas hidroelétricas e US$ 12 bilhões em térmicas) e US$ 16 bilhões em transporte energético. Além disso, estabelece o investimento de US$ 122 bilhões em petróleo entre 2008 e 2012, a criação de cinco usinas de refino, o aumento de 22 a 67 milhões de metros cúbicos diários da produção de gás natural no final de 2010 e a ampliação da rede de gasodutos de 6.424 a 10.

EFE |

015 quilômetros em 2010, entre outras medidas.

"Seu capital (dos investidores americanos) será sempre mais que bem-vindo no Brasil e será recebido de braços abertos", afirmou.

"Seus investimentos foram um grande instrumento para nosso desenvolvimento. Cada vez somos mais importantes no plano econômico e, segundo os economistas, em alguns anos seremos a sexta economia do mundo", afirmou Lobão aos investidores.

O ministro acrescentou que "agora todo o mundo quer investir no Brasil", um país ao qual "a crise não vai golpear tão fortemente quanto a outros".

Lobão detalhou aos investidores que, no Brasil, 46% da energia tem origem renovável, contra 14% da média mundial, e assegurou que "o Governo do presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva) trabalhou firmemente para garantir a segurança energética necessária para a extensão econômica do país".

Além disso, explicou que a Petrobras tem um custo de produção de petróleo de US$ 28 por barril, frente aos US$ 147 aos quais se chegou a negociar no mercado internacional, no entanto, mesmo por isso, "não vai renunciar a fazer negócio".

A Petrobras "também não teria problema algum em formar joint ventures (consórcio de responsabilidade compartilhada) com qualquer outra nação", acrescentou o ministro, para demonstrar o interesse do Brasil em aumentar suas relações investidoras com o exterior.

"Qualquer que seja o novo modelo de regulação para a prospecção e produção de petróleo que se implante, o Brasil, como país livre e democrático, respeitará todos os contratos já assinados", disse Lobão, que ressaltou que o setor energético é o que mais atenção atrai entre os investidores.

Entre os planos energéticos do país, o ministro incluiu a aposta na energia nuclear, "um recurso renovável, limpo, seguro e reciclável" do qual existem 440 usinas no mundo e estão sendo construídas outras 200.

Ele defendeu que o desastre de Chernobyl aconteceu porque a usina "nunca teve a manutenção que requeria, o incrível foi não ter acontecido antes", e afirmou que o Brasil tem uma das maiores reservas de urânio do mundo, por isso pretende explorá-lo ao máximo e exportá-lo de forma já enriquecida.

No que se refere à crise econômica internacional, Lobão se definiu como "um dos que acredita que há luz no final do túnel" e citou o ressurgimento dos Estados Unidos após a Grande Depressão, graças ao seu fornecimento de armas na Segunda Guerra Mundial.

Em sua opinião, esta crise responde entre outros fatores a que a bolsa de valores e o petróleo "estavam vivendo em um mundo irreal", por isso que "não se pode atribuir toda a responsabilidade à bolha imobiliária dos EUA".

Quanto aos principais desafios enfrentados pelo Brasil, citou que o país tem "muito má distribuição da riqueza" e destacou que enquanto investe mais que os Estados Unidos ou França em educação que outros países em proporção a seu Produto Interno Bruto (PIB), "os investimentos não são feitos corretamente".

Além disso, existe uma escassez de técnicos qualificados, mas assegurou que nos próximos anos esse déficit será eliminado, graças aos esforços feitos para promover novas titulações.

No âmbito estritamente energético, Lobão disse que existem três desafios: ampliar a oferta de energia, impulsionar as instalações de produção, de transporte e de armazenamento, e melhorar a eficiência.

EFE mgl/db

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