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Lobão: País reduz gás da Bolívia após desligar térmicas

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou à Agência Estado que o Brasil está reduzindo em cerca de 11 milhões de metros cúbicos (m³) diários a importação de gás natural da Bolívia. Com isso, o bombeamento, que era de 30 milhões de m³ diários, na média, passa para algo em torno de 19 milhões de m³/dia.

Agência Estado |

"Os reservatórios das nossas hidrelétricas estão abastecidos e, por isso, estamos desligando as térmicas, o que é normal para um começo de ano com boas chuvas", explicou o ministro.

Ele destacou, entretanto, que essa situação de redução de importação de gás da Bolívia é provisória, já que, a partir de abril, quando termina o período chuvoso, a geração nas termoelétricas a gás deverá ser retomada. Lobão esclareceu que, mesmo daqui até abril, algumas poucas térmicas a gás ainda continuarão sendo usadas na geração de energia.

O ministro negou que a redução da importação de gás da Bolívia tenha qualquer relação com a crise econômica e com uma eventual queda do consumo de gás pelas indústrias. "O consumo da indústria não mudou. A única novidade é o desligamento das térmicas", disse.

Segundo ele, as autoridades bolivianas já foram informadas da mudança. O Brasil pagará menos a La Paz proporcionalmente à redução do gás consumido. É importante destacar que até o limite da média mensal de 19 milhões de metros cúbicos por dia o Brasil não é obrigado a pagar o chamado "take or pay". Por esse mecanismo, se a Petrobras reduzisse o volume comprado para um patamar abaixo de 19 milhões, teria que pagar também pelo gás não importado.

Lobão informou que ainda não há uma definição sobre a data da próxima revisão do preço do gás comprado da Bolívia. A expectativa no mercado é de que, com a queda nos preços internacionais do petróleo, o preço do gás boliviano também se reduza. "Temos de esperar a estabilização do preço do petróleo", disse o ministro. "Quando houver estabilização, faremos a revisão", acrescentou.

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