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Lobão nega novo reajuste imediato da gasolina

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje que, apesar da alta internacional do petróleo, o governo ainda não cogita autorizar novo reajuste no preço da gasolina. Não trabalhamos ainda com a hipótese de rever os preços dos combustíveis no Brasil, disse.

Agência Estado |

Ele admitiu que o não repasse interno dos aumentos do petróleo pode afetar os resultados da Petrobras, mas, segundo ele, seria um efeito de curto prazo. "A Petrobras pode deixar de ter algum lucro imediato, mas terá, no passo seguinte, a retribuição completa", declarou, sem explicar a que retribuição se referiu. Lobão reconheceu que a alta das cotações internacionais do petróleo tem sido forte e precisa ser considerada internamente, "mas não desejamos mexer ainda nos preços praticados no Brasil".

Em maio passado, a Petrobras reajustou em 10% o preço da gasolina cobrado nas refinarias e em 15% o preço do diesel, mas o reajuste da gasolina praticamente não atingiu o consumidor, porque o governo reduziu, simultaneamente, a alíquota da Cide (Contribuição de Intervenção Sobre o Domínio Econômico) incidente sobre o combustível.

Angra 3

Lobão disse que o governo pretende reiniciar, no dia 1º de setembro, as obras de construção da usina nuclear Angra 3. Ele afirmou, em conversa com jornalistas, que o Ibama deve liberar, em um prazo de dez a 15 dias, a licença de instalação que autorizará a estatal Eletronuclear a começar os trabalhos de construção.

A previsão do ministro sobre a liberação da licença de instalação é mais otimista do que a divulgada no balanço mais recente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No balanço, o governo informava que a licença sairia até 30 de agosto. O ministro reiterou que o governo pretende construir, depois de Angra 3, mais quatro usinas nucleares, ainda sem locais definidos. Segundo Lobão, o governo iniciaria, em seguida, um ciclo de investimentos que contemplará a entrada em operação de uma usina nuclear por ano, até que o Brasil tenha, em um prazo de 50 anos, um parque nuclear capaz de gerar 60 mil megawatts.

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