O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje que o Brasil não corre atualmente risco de apagão porque, segundo ele, diferentemente de 2001, quando houve racionamento, estão sendo feitos investimentos não só em geração, mas também em transmissão de energia. Destacou que naquela época havia carência de linhas de transmissão, o que dificultava o repasse de energia de uma região para outra.

Em depoimento em audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, Lobão lembrou que o Plano Decenal de Energia, que traça as perspectivas do setor até 2017, prevê investimentos de R$ 134 bilhões em geração de energia, dos quais R$ 107 bilhões em energia hidráulica e os restantes R$ 27 bilhões em energia térmica. Na área de transmissão, frisou, o Plano Decenal fixa investimentos de R$ 34 bilhões, enquanto na área de petróleo serão investidos R$ 266 bilhões entre este ano e 2012.

"Hoje não teremos surpresas desagradáveis. Com energia farta, o crescimento se dará com segurança", assinalou. Sublinhou que para manter o crescimento da economia é necessário permanentemente ampliar a oferta de energia, investir em transporte, armazenamento e eficiência energética. De acordo com Lobão, o governo dispõe hoje de todos os instrumentos para garantir que isso aconteça.

"O governo faz um planejamento de curto, médio e longo prazos olhando hoje, amanhã e mais adiante ", observou. Destacou que o comitê de monitoramento do setor elétrico acompanha permanentemente a oferta e a demanda. Citou três objetivos do modelo do setor elétrico vigente: garantir o suprimento, promover tarifas mais baratas e universalizar o serviço.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.