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Lobão: governo está pronto para ajudar sucroalcooleiras

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu hoje, ao participar da 1ª Conferência Internacional sobre Biocombustíveis que o governo federal está pronto para ajudar as empresas do setor sucroalcooleiro que estiverem passando por dificuldades durante a crise financeira internacional. O setor sempre esteve próximo do governo e o governo sempre esteve presente para aliviá-lo em tudo o que pôde, disse.

Agência Estado |

No entanto, Lobão não detalhou se algum pacote de ajuda às usinas sucroalcooleiras está sendo discutido no governo. "Não é preciso ter um pacote desenhado. Basta que a indústria peça e o governo tenha condições de atender. E o governo, neste momento, tem condições de atender."

Ele não comentou a possibilidade de o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliar o seu apoio às usinas, que sofrem con a restrição de crédito internacional. "Não temos dificuldade em produzir etanol com o crédito oficial disponível atualmente. Toda vez que o setor pediu ajuda, recebeu ajuda", afirmou.

Também presente ao evento, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, comentou que está sendo discutida no governo a possibilidade de ajuda financeira às indústrias fornecedoras ao setor sucroalcooleiro. Esse segmento, disse, já sente uma redução no número de encomendas, uma vez que as usinas se colocaram em compasso de espera até que seja possível fazer uma avaliação mais profunda sobre os efeitos da crise. Nenhum dos ministros citou debates sobre medidas de socorro específicas para os produtores de açúcar e álcool.

O presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank, falou sobre a necessidade de medidas para fomentar o capital de giro das empresas do setor, que estão sendo obrigadas a comercializar os estoques de etanol, que fariam frente ao consumo durante o período de entressafra, para fazer caixa.

"A indústria de equipamentos procurou o governo para resolver um problema deles. O nosso problema, que talvez seja até mais grave, é de capital de giro e falta de recursos para fazer estoque e exportar, o que pode comprometer ainda mais a situação do setor", disse Jank. "A idéia é de que saia algo agora, que talvez não seja dirigido exclusivamente ao nosso setor. Mas é importante que esse recurso (para capital de giro) chegue na ponta e permita que as empresas conduzam o estoque de álcool na entressafra e as exportações de açúcar, a fim de que os investimentos que vêm ocorrendo não sejam interrompidos."

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