LISBOA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou hoje que será mantido o financiamento dos projetos energéticos entre Brasil e Portugal, que incluem biocombustíveis e petróleo, apesar da crise econômica.

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"Uma das duas, ou investimos na energia elétrica e produção de petróleo, ou o mundo sofrerá danos ainda piores", afirmou o ministro em Lisboa, durante o 13º Encontro Internacional de empresários luso-brasileiros.

Para Lobão, a crise não mudará em nada a relação entre Portugal e Brasil, "os projetos que temos são sustentáveis, principalmente no campo energético, e não faltará financiamento", afirmou.

Durante o encontro, patrocinado pela Portugal Telecom (PT) e pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), a companhia petrolífera portuguesa Galp e a Petrobras firmaram um acordo de investimento na área dos biocombustíveis. O convênio prevê gerar 600 mil toneladas de óleo vegetal ao ano e transformá-las em 500 mil toneladas de biodiesel de segunda geração destinado ao mercado português e internacional.

"Produziremos para Portugal e Europa a metade do que estamos produzindo hoje de biodiesel", destacou Lobão, que acrescentou que a Galp e Petrobras seguirão também juntas em projetos do setor energético em países africanos. "Continuaremos com a Galp em Angola e em outros países. Não há problema para agirmos, sós ou com outros parceiros", afirmou Lobão.

Sobre as descobertas petrolíferas na Bacia de Santos, o ministro revelou que entregará as propostas para seu desenvolvimento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 30 de outubro.

Lobão defendeu a criação de uma nova estatal apenas para explorar essa área, na qual também Petrobras e Galp têm um projeto conjunto, mas afirmou que a decisão final cabe a Lula.

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