O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje que o cronograma de trabalhos sobre mudanças na lei do petróleo para a futura exploração da camada do pré-sal, localizada abaixo do leito marinho, não sofrerá atraso de nenhum minuto por causa da crise financeira internacional. Segundo ele, na última segunda-feira (dia 3), foi realizada uma longa reunião com técnicos no Palácio do Planalto, onde foram discutidos diversos modelos alternativos de exploração que serão apresentados ao presidente da República.

O ministro, que participa no Congresso Nacional da sessão solene de comemoração dos 20 anos da promulgação da Constituição, disse que a definição sobre o assunto deverá ocorrer na segunda quinzena de novembro. "Tratamos o assunto longamente anteontem à noite, ouvimos explicações da equipe técnica e nada mudará em relação ao pré-sal por causa da crise", afirmou.

Perguntado se, por causa da queda dos preços do petróleo nos últimos dias, a exploração do petróleo na camada do pré-sal ficaria inviável, o ministro respondeu: "não sabemos quanto estará o custo da exploração do petróleo, quando chegar lá. Mas, se o petróleo estiver a US$ 60, US$ 70, US$ 75, ainda assim é viável".

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