Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

LLX consegue financiamento de R$ 1,3 bi do BNDES

A LLX Logística assinou ontem contrato com o BNDES para captação de R$ 1,321 bilhão para o projeto LLX Minas-Rio, que prevê a construção de um sistema de escoamento de minério de ferro no Porto do Açu, no litoral norte fluminense. Com o financiamento, a empresa garante todos os recursos necessários para concluir a obra, orçada em US$ 900 milhões, informou a diretora econômico financeira e de operações da LLX, Eliane Lustosa.

Agência Estado |

A empresa aguarda agora a avaliação, pelo BNDES, de dois novos empréstimos: um deles para preparar o Porto do Açu para outras atividades, como embarques de carvão ou cargas gerais, e outro para o Porto do Sudeste, terminal de minério de ferro em Itaguaí, região metropolitana do Rio. A companhia diz que ainda não pode divulgar os valores dos financiamentos, que também serão suficientes para bancar as obras sem necessidade de recurso a outras fontes.

O empréstimo para a LLX Minas-Rio foi feito na modalidade project finance e terá 12 anos para amortização e carência de 2 anos e meio. O empréstimo é garantido pelos recebíveis do contrato de embarque do minério produzido pela Anglo American em Minas Gerais, que será transportado até o porto do Açu por um mineroduto de 525 quilômetros, cujas obras estão a cargo da mineradora. De acordo com o cronograma, 2009 será o ano de maior desembolso de recursos no terminal da LLX Minas-Rio, com cerca de US$ 560 milhões.

O projeto Minas-Rio é a principal âncora do Porto do Açu, que prevê a construção de um polo industrial, com siderúrgicas, térmicas e base de apoio para a atividade petrolífera, entre outros. Segundo Eliane, o grupo já tem 64 memorandos de entendimento com empresas dispostas a se instalar no local.

Segundo ela, o empreendimento não foi afetado pela crise financeira. "Algumas empresas decidiram reavaliar os projetos, mas apareceram outros interessados", disse. Por conta da crise, a LLX abortou o projeto do Porto do Brasil, no litoral sul de São Paulo, que seria o maior empreendimento logístico do grupo comandado por Eike Batista. "Achamos melhor concentrar os esforços em projetos mais avançados, privilegiando a geração de caixa."

Os outros dois projetos, porém, serão mantidos. "São projetos de longo prazo, que entram em operação a partir de 2011. Ninguém espera que a crise dure tanto tempo e temos de estar prontos para evitar novos gargalos", disse. As obras no Porto do Açu começaram em 2007 e serão concluídas no ano que vem. Já o Porto do Sudeste está em fase de licenciamento ambiental. Ontem, houve audiência pública sobre o tema em Itaguaí e hoje será realizada outra em Mangaratiba.

O Porto do Sudeste terá capacidade para 50 milhões de toneladas de minério por ano e vai escoar a produção de outra companhia do grupo, a MMX. O minério será transportado desde Minas Gerais pela malha ferroviária da MRS. As obras devem ser iniciadas no segundo semestre. A operação também está prevista para 2011.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG