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SÃO PAULO - Nesta época em que as notícias sobre a retração econômica nos EUA são diárias, a divulgação de hoje do Livro Bege, compêndio que indicadores econômicos de 12 unidades regionais do Federal Reserve (Fed, banco central americano), serviu para reforçar a visão negativa sobre o nível de atividade da economia norte-americana entre dezembro e o início de janeiro. O relatório costuma servir de referência para a decisão de política monetária do Fed, sendo que a próxima reunião do comitê de mercado aberto (Fomc, na sigla em inglês) está marcada para os dias 27 e 28 de janeiro. No entanto, no seu último encontro, o Fomc já cortou os juros básicos dos EUA de 1% ao ano para uma banda que varia de zero a 0,25% por tempo indeterminado, o que significa que o Fed já sabe exatamente quão grave é a situação atual.

Divulgado hoje, o Livro Bege reforça a percepção de que a crise realmente se espalhou pelos EUA e não existem mais exceções no movimento de queda de atividade. Os setores de serviços, de energia e imobiliário comercial - que até pouco tempo atrás vinham sustentando a economia - também mostram retração. O Fed diz que a produção industrial e as vendas caíram em quase todos os estados do país e que as condições de crédito continuam apertadas.

No mercado de trabalho, o documento destaca o alto número de demissões, o congelamento das contratações e as reduções de salários.

Entre os pontos menos pessimistas do relatório pode-se destacar o fato de que algumas regiões notaram que os consumidores esperaram as promoções depois do Natal para retomar as compras, beneficiando as lojas que fizeram liquidações.

(Valor Online, com agências internacionais)