O número dois do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky, afirmou nesta quarta-feira que existe uma chance de que outros países se vejam obrigados a organizar, nos próximos meses, operações de salvamento bancário semelhantes à empreendida por Washington para evitar uma quebradeira geral em Wall Street.

"As discussões sobre o plano de compra dos ativos podres colocou em evidência as inúmeras opções difíceis que deverão ser feitas para que um projeto como este tenha êxito. É possível que os governantes de outros países desenvolvidos tenham que enfrentar desafios semelhantes nos próximos meses", advertiu Lipsky em um discurso em Los Angeles.

"A realidade da globalização financeira implica que intervenções políticas, incluindo as questões mais a longo prazo como a reforma da regulamentação e dos controles, sejam mais coerentes e compatíveis internacionalmente para que funcionem", acrescentou.

Lipsky reconheceu a importância dos problemas éticos que surgem com "uma intervenção orçamentária direta para resolver as crises do setor financeiro".

Contudo, "as atuais tensões sobre os mercados, que refletem em certa medida os riscos de insolvência, evidenciam a necessidade de uma abordagem sistemática e profunda para regular o problema dos ativos em suspenso das instituições que quebraram e em todo o setor financeiro", declarou o dirigente.

hh/ap

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