BRASÍLIA - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quer ocupar parte do espaço deixado pelos bancos privados na oferta de crédito, mas o custo de seus financiamentos vai aumentar porque os recursos repassados pelo Tesouro Nacional são mais caros. O presidente do banco estatal, Luciano Coutinho, informou hoje que apenas 60% das operações serão preservadas com a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que está em 6,25% ao ano.

Coutinho justificou que, na média global das operações do BNDES, o custo anual subiu 0,17 ponto percentual, de 8,34% para 8,51%. O aumento do custo decorre do funding mais caro do Tesouro, que vai injetar R$ 100 bilhões a uma taxa chamada TJTN, equivalente a 8,75% ao ano.

"Estamos buscando fazer o que o mercado deixou de fazer, e ainda estamos oferecendo taxas muito mais baratas. Seria uma grande injustiça dizer apenas que o BNDES aumentou seus juros", comentou Coutinho.

Ele disse ainda que o BNDES está preparado para desembolsos de até R$ 120 bilhões em 2009, corrigindo informação dada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que total chegaria a R$ 166 bilhões.

Entre as novidades formatadas pelo banco de fomento, Coutinho citou que haverá redução de juros, extensão de prazo e ampliação do limite na linha para capital de giro e nos financiamentos de pré-embarque de exportação. O financiamento dirigido a investimentos e a bens de capital sobe de 60% para 80% do valor de cada projeto.

O BNDES também vai ofertar a linha Finame leasing para máquinas e equipamentos, elevando o crédito de 80% a 100% no caso de caminhões e ônibus novos. Para caminhões e ônibus usados o financiamento será de 80% do valor. Outra alteração foi o corte de juros para empréstimos-ponte, de 14,25% para 13,75% ao ano.

(Arnaldo Galvão | Valor Econômico, para o Valor Online)

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