Programa PSI desembolsará R$ 5 bi em maio; banco precisará acelerar operações para atingir meta de liberar R$ 124 bi até dezembro

Os desembolsos do BNDES PSI, programa do banco para estimular o setor de bens de capital, devem atingir em maio a marca de R$ 5 bilhões, montante recorde para um único mês desde a criação do programa, em junho de 2009. Ainda que com o bom desempenho, o BNDES precisará acelerar as operações para que o programa atinja a meta de R$ 124 bilhões em desembolsos, estabelecida para dezembro deste ano. Em abril, as operações somaram R$ 4 bilhões.

Segundo Claudio Moraes, superintendente da área de operações indiretas do BNDES, mais da metade dos desembolsos previstos já foi feita. "Do montante total, 52% já estão comprometidos", diz. "Temos uma grande demanda pelo financiamento, mas o processo para aprovação é demorado e isso dificulta um pouco".

O banco vai investir em mais contratações e também na criação de um novo site para que o credenciamento das empresas interessadas no PSI seja mais rápido. Hoje, o credenciamento demora cerca de um mês para ser aprovado. Com os investimentos, o BNDES pretende reduzir esse prazo.

Inicialmente, o BNDES PSI vigoraria até 30 de junho, mas seu prazo foi prorrogado até dezembro. Se a projeção de R$ 5 bilhões em desembolsos em maio se concretizar, o banco terá que liberar, a partir de junho, uma média de R$ 8 bilhões por mês para atingir sua meta. Como os desembolsos vêm crescendo mês a mês desde a sua criação, Moraes acredita que o volume restante será liberado dentro do prazo. "O programa está agradando tanto às grandes como, principalmente, às pequenas e médias empresas", disse.

Em meio ao desafio para a liberação dos R$ 124 bilhões, os juros do financiamento vão subir a partir do dia 1º de julho. As taxas para aquisição de máquinas e equipamentos subirão de 4,5% para 5,5% ao ano. Os juros para financiamentos destinados à compra de ônibus e caminhões irão de 7% para 8% ao ano. Somente as taxas dos programas voltados para caminhoneiros autônomos e inovação permanecerão inalteradas.

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