SÃO PAULO (Reuters) - A Light inscreveu dois projetos de energia eólica para o leilão de fontes renováveis que será realizado até o final do primeiro semestre deste ano.

Os dois projetos, localizados no Nordeste, terão, juntos, potência de 34 megawatts, afirmou nesta terça-feira o presidente da companhia, Jerson Kelman.

SÃO PAULO (Reuters) - A Light inscreveu dois projetos de energia eólica para o leilão de fontes renováveis que será realizado até o final do primeiro semestre deste ano.

Os dois projetos, localizados no Nordeste, terão, juntos, potência de 34 megawatts, afirmou nesta terça-feira o presidente da companhia, Jerson Kelman.

Além de garantir a melhora dos serviços ao consumidor, a prioridade da Light em 2010 é a expansão tanto na área de geração quanto de distribuição, disse o executivo em teleconferência com jornalistas.

"Temos uma PCH (pequena central hidrelétrica) sendo construída e outra está em negociação por natureza de licença ambiental. A vocação é permanecer em energia renovável", disse Kelman.

Ele garantiu ainda que a Light tem interesse em participar de futuros leilões de concessão de usinas hidrelétricas, mas descartou qualquer interesse em participar do consórcio vencedor do leilão da usina de Belo Monte (PA).

"A questão geográfica não é preponderante. O modelo de geração não tem nenhuma sinergia em relação à localização. Estamos buscando geração em qualquer lugar do Brasil", afirmou.

MEDIDORES ELETRÔNICOS

Atualmente, 40 por cento da energia de baixa tensão (para clientes residenciais) fornecida pela Light é perdida por meio de furtos ou fraudes na rede elétrica.

A companhia está investindo para reduzir esses números. Segunda Kelman, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estipulou que o número fique abaixo de 38 por cento até o final do ano.

Entre as medidas para diminuir o percentual de perdas na Light está a instalação de medidores eletrônicos de consumo de energia.

"Já temos 80 mil medidores eletrônicos instalados e vamos instalar mais 90 mil até o final do ano", afirmou Kelman.

A Light, contudo, previa instalar mais aparelhos em 2010, "mas existe apenas uma fabricante autorizada pela Aneel e tivemos que reduzir nossa estimativa porque eles não conseguem entregar toda a demanda", explicou o presidente da empresa.

A companhia prevê investir 706 milhões de reais em 2010, sendo 525 milhões de reais no segmento de distribuição.

(Por Carolina Marcondes)

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