Diversos líderes mundiais elogiaram o anúncio da China de mais flexibilidade ao yuan. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, classificou a decisão como uma medida construtiva.

Diversos líderes mundiais elogiaram o anúncio da China de mais flexibilidade ao yuan. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, classificou a decisão como uma medida construtiva. "A decisão da China de aumentar a flexibilidade da sua taxa de câmbio é um passo construtivo que pode ajudar a resguardar a recuperação e contribuir para uma economia global mais equilibrada", disse Obama, em comunicado.

O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, foi mais cauteloso ao ponderar que o impacto do anúncio dependerá das medidas que serão adotadas posteriormente por Pequim. Geithner afirma que a decisão foi um "passo importante", mas acrescentou que "o teste será quão longe e rápido (o país) vai deixar a moeda se apreciar".

Obama disse que aguarda para discutir política monetária, e outras questões, com a China na reunião do G-20 em Toronto, no Canadá, no próximo final de semana.

O Ministério das Finanças francês também saudou a decisão como "um passo na direção certa".

O ministro das Finanças da Rússia, Alexei Kudrin, afirmou que a decisão da China pode ajudar a arrefecer mercados que estão excessivamente aquecidos. Nos bastidores do Fórum Econômico de São Petesburgo, Kudrin disse acreditar que a China "irá se mover na direção" de permitir apreciação do yuan. O russo ainda acrescentou que este movimento poderá contribuir para a estabilidade do dólar norte-americano. Ele ainda observou que a esperada apreciação do yuan terá pouco impacto sobre a economia russa, mas fará os produtos russos mais competitivos no mercado doméstico.

O Banco do Povo da China (PBoC) divulgou comunicado informando que decidiu avançar com a reforma do regime cambial e fortalecer a flexibilidade do câmbio. As informações são da Dow Jones.

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