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Líderes europeus se comprometerão a medidas para enfrentar a desaceleração

Bruxelas, 16 out (EFE).- Os líderes da União Européia (UE) reconhecerão hoje que suas economias passam por uma fase de arrefecimento e contração, e se comprometerão a tomar medidas para enfrentar a crise.

EFE |

Além da crise financeira e do socorro prometido aos bancos, os 27 países do bloco europeu reafirmarão hoje seu apoio "à indústria européia", que já começa a sofrer as conseqüências da brusca desaceleração ou recessão, em alguns casos.

A chanceler alemã, Angela Merkel, deixou claro em seu discurso a portas fechadas diante dos outros líderes que "a economia real se dirige à estagnação, portanto, é preciso tomar medidas", segundo fontes européias.

O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, se mostrou preocupado pelo efeito da crise financeira na economia e pediu que a Comissão Européia (órgão executivo da UE) assuma um papel de liderança ao propor medidas.

Em linha com essa preocupação, a Presidência rotativa da UE - nas mãos da França - propôs aos líderes europeus um acréscimo às conclusões da cúpula no qual os governantes se declaram "determinados a tomar as medidas necessárias para reagir ao arrefecimento da demanda e à contração do investimento, e, em particular, para apoiar a indústria européia".

Os líderes encarregarão à Comissão Européia de preparar propostas específicas até o final do ano.

A continuação das reformas estruturais é "mais importante do que nunca" para voltar ao crescimento e melhorar o emprego na Europa, afirma o projeto de conclusões.

Os 27 líderes também ressaltam que o apoio à atividade econômica "passa por um nível de financiamento suficiente" e, a este respeito, comemoram a decisão do Banco Europeu de Investimento (BEI) de mobilizar 30 bilhões de euros para as pequenas e médias empresas.

O comunicado final da cúpula de Bruxelas também reiterará o compromisso de respeitar nestes tempos de crise a disciplina orçamentária.

As políticas nacionais "devem continuar no marco do Pacto de Estabilidade e crescimento revisado", que obriga a manter os orçamentos em equilíbrio ou com ligeiros déficit, não superiores o 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A proposta da Presidência acrescenta, no entanto, que a aplicação do pacto "deverá refletir igualmente as circunstâncias excepcionais que atravessamos, como prevêem suas regras". EFE jms/an

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