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Líderes do Congresso dos EUA pedem rapidez na aprovação de pacote econômico

Washington, 7 jan (EFE).- Líderes do Congresso dos Estados Unidos e analistas pediram hoje rapidez na aprovação de um plano de estímulo após advertir de que, sem este, a desaceleração econômica será maior nos próximos dois anos.

EFE |

"Precisamos de ação e precisamos disso agora", disse a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, durante a abertura de um fórum legislativo sobre o ambicioso plano de recuperação econômica necessário para enfrentar a crise.

Este foi o primeiro encontro de alto nível entre analistas econômicos e acadêmicos e membros da Câmara de Representantes, que iniciou seu 111º período de sessões nesta terça-feira, para responder à crise econômica que afeta o país.

O Congresso deve aprovar esse plano de estímulo econômico no máximo no próximo mês para evitar "mais perda de empregos e mais angústia econômica" no país, destacou Pelosi.

A legisladora defendeu o plano elaborado pelos líderes do Congresso em colaboração com a equipe de transição do presidente eleito, Barack Obama.

Por enquanto, os legisladores não especificaram o valor exato do plano, mas acredita-se que possa chegar a US$ 800 bilhões.

O plano tem como objetivo criar ou manter três milhões de empregos, mais investimento em infra-estrutura nacional e mais ajudas para os Governos locais e estaduais.

Já Mark Zandi, principal economista e co-fundador da MoodysEconomy.com, expôs no Congresso o panorama sombrio enfrentado pela principal economia do mundo.

A recessão econômica, disse, já durou 14 meses, quando a média para os Estados Unidos é de 10, e quando, na sexta-feira, forem divulgados os números oficiais do desemprego de dezembro, a economia terá perdido 2,4 milhões de postos de trabalho no acumulado de 2008.

Robert Reich, analista econômico e ex-secretário do Trabalho sob a Presidência de Bill Clinton, concordou com Zandi em que problemas maiores requerem medidas mais rígidas.

Segundo Reich, o plano de estímulo econômico negociado pelo Congresso e pela Administração de Obama deve ser de pelo menos US$ 900 bilhões.

Caso contrário, continuou, "no próximo ano teremos outros três milhões de empregos perdidos, uma taxa de desemprego de 10% e uma taxa de empregos precários de 15%". EFE mp/db

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