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Líderes do Congresso dos EUA chegam a acordo sobre plano contra crise

César Muñoz Acebes. Washington, 25 set (EFE) - Os líderes democratas e republicanos do Congresso dos Estados Unidos chegaram hoje a um acordo sobre os princípios básicos do plano de resgate financeiro de US$ 700 bilhões para combater a crise financeira, que agora deverá ser negociado com o Governo. Prevejo que teremos um plano que possa ser aprovado pela Câmara Baixa e pelo Senado, ser assinado pelo presidente e que traga um sentimento de certeza a esta crise, destacou o senador republicano Robert Bennett. O mesmo otimismo foi manifestado pelo presidente do Comitê dos Bancos do Senado, o democrata Christopher Dodd. Tenho confiança em que podemos agir rapidamente para ratificar o programa, disse. Os dois legisladores se reuniram hoje no Capitólio por mais de duas horas com seus colegas dos comitês com atribuições financeiras de ambas as Câmaras para redigir um consenso que foi se formando nos últimos dias. Agora, o plano vai para a área da Casa Branca, que, se aceitar os princípios estipulados pelos legisladores, poderá garantir uma aprovação rápida da ajuda. Os mercados reagiram com animação perante o anúncio do acordo e o Dow Jones, o principal indicador de Wall Street, subia cerca de 2% às 15h30 (em Brasília), após operar em baixa durante boa parte do dia. O consenso foi obtido horas antes de uma reunião convocada pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na qual pretendia afastar a incerteza sobre o projeto e à qual assisti...

EFE |

McCain inclusive cancelou na quarta-feira seus atos de campanha para ajudar nas negociações sobre o plano de resgate, segundo disse ele mesmo.

Barney Frank, presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara Baixa, afirmou que, após o acordo de hoje, "na realidade não há um ponto morto do qual seja preciso sair".

Por sua vez, o senador republicano Bob Corker afirmou que o Congresso aprovará o projeto de lei "antes que abram os mercados na segunda-feira".

O programa prevê o uso de US$ 700 bilhões, que serão obtidos com emissões de dívida pública, para a compra de títulos de má qualidade dos bancos, principalmente vinculados a hipotecas, que assim poderão melhorar seus balanços e voltar a emprestar dinheiro.

Hoje, os indicadores apontaram mais uma vez a difícil situação da economia americana.

A procura por bens duráveis, como automóveis e eletrodomésticos, desabou em agosto, os pedidos de seguro-desemprego dispararam e as vendas de casas novas caíram a seu menor nível em 17 anos.

Na quarta-feira, Bush alertou, em discurso em horário de máxima audiência, que se o Congresso não agisse, corre-se o perigo de um "pânico financeiro".

Ao mesmo tempo, os legisladores sentiram a ira dos contribuintes, muitos dos quais não entendem por que eles têm que salvar os mesmos bancos que causaram a crise por sua má gestão do risco.

Alguns congressistas disseram que receberam milhares de e-mails contra o pacote de resgate, e grupos de esquerda convocaram 150 atos de protesto em todo o país para hoje.

Em Nova York, um grupo prevê cobrir hoje de lixo uma escultura de bronze de um touro perto de Wall Street, a qual se transformou em uma representação visual do dinamismo dos mercados quando a economia estava crescendo.

A reação dos eleitores convenceu os legisladores da necessidade de exigir ao Governo Bush importantes mudanças frente ao plano original, que dava poder quase ilimitado ao secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, para usar os US$ 700 bilhões como achasse oportuno.

Dodd informou hoje que o princípio de acordo no Congresso contempla a criação de um mecanismo de supervisão do programa e põe limite aos salários dos executivos das empresas que se beneficiem da ajuda.

Além disso, os democratas insistiram em que os contribuintes recebam ações dessas companhias.

O Governo tinha dito que a medida poderia fazer com que algumas empresas não participassem do programa, mas esse argumento não colou em um público e um Congresso que olham Wall Street com assombro e raiva. EFE cma/db

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