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Líderes da Apec apóiam declarações do G-20 sobre crise

Reunidos em Lima, no Peru, os líderes dos 21 países da região da Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês), que controlam 60% da economia mundial, endossaram a declaração emitida em Washington há uma semana pelos governantes do G-20, o primeiro fórum presidencial para tratar exclusivamente da crise. Os líderes disseram apoiar o plano de ação do G-20 para restaurar o crescimento e a estabilidade mediante o fortalecimento da cooperação macroeconômica, apoio às economias emergentes e uma ampla reforma das instituições financeiras internacionais.

Agência Estado |

Indicaram também que apóiam a conclusão da Rodada Doha.

Em uma declaração conjunta após a primeira sessão do fórum para a Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) os líderes disseram ter chegado a um acordo para atuar "individual e coletivamente" a fim de restaurar a confiança no sistema financeiro global. Eles se comprometeram a continuar adotando as "medidas urgentes e extraordinárias" para estabilizar o setor financeiro e fortalecer o crescimento econômico.

Em discursos prévios à abertura da primeira sessão do fórum, vários governantes comentaram as dificuldades do momento atual para suas economias e para o futuro imediato das finanças globais. O presidente do México, Felipe Calderón, disse que o futuro do sistema financeiro global dependerá da forma como o novo presidente dos Estados Unidos assumir a liderança que requer o atual momento. Todos esperam que Barack Obama seja "muito firme, não só para os americanos, como para o mundo", disse Calderón.

O atual presidente dos EUA, George W. Bush, pediu que os líderes dos 21 países presentes trabalhem juntos para resolver a crise e rechacem toda forma de protecionismo. "Uma das lições mais duráveis da Grande Depressão é que o protecionismo é a senha para a ruína econômica", disse.

O presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-Bak, que falou antes de Bush, disse que o momento requer medidas de combate à crise em todas as nações. O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, também pediu uma ação coordenada global.

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