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A presidente da Confederação Internacional de Sindicatos (ITUC), Sharan Burrow, presente ao Fórum Econômico Mundial de Davos, lamentou neste sábado que não tivesse sido discutido este ano a questão como desativar a bomba-relógio do desemprego.

Em Davos "predomina ainda a percepção de que vivemos apenas uma crise financeira", disse à AFP. "Há quase uma ignorância total de que, na realidade, se trata de uma crise do emprego, uma bomba social", acrescentou.

Segundo a sindicalista australiana, "se houvesse uma compreensão real do impacto desta crise, todos aqui teriam falado de 'trabalho, trabalho e trabalho' e de como fornecer a todos uma rede de segurança trabalhista".

"Posso contar nos dedos as pessoas que evocaram o real impacto" da crise, comentou.

Durante uma sessão, ela criticou o presidente do banco britânico Barclays, Marcus Agius, por ter ignorado a irritação provocada pelas bonificações recebidas por dirigentes de bancos que devem, agora, ser resgatadas com dinheiro público.

Em outro debate, sobre comércio e protecionismo, apoderou-se do microfone para exigir que os governantes incluam cláusulas de proteção social e meio ambiental ao assinar tratados de livre comércio.

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