Washington, 17 nov (EFE) - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, qualificou hoje a recente Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e principais emergentes) de muito significativa para a América Latina.

Segundo Insulza, esses países "não podem permanecer inertes" frente à crise.

O titular da OEA fez estas declarações na inauguração da 5ª reunião do Grupo de Revisão da Implementação de Cúpulas (GRIC), ocasião que aproveitou para pedir aos países que reflitam sobre os desafios que a economia enfrenta em nível mundial.

"Não resta dúvida de que o ocorrido ultrapassa as projeções que teríamos meses atrás; o que começou como uma crise de um setor limitado da economia se estendeu a uma crise das bolsas no mundo inteiro", destacou Insulza.

"Estamos vivendo uma época difícil durante a qual os consensos, acordos, discussões e as mudanças de rumo que forem necessárias devem ocupar parte de nosso debate", ressaltou.

Insulza se referiu aos debates que ocorreram na cúpula do G20 realizada no fim de semana passado em Washington em torno da necessidade de abordar a crise econômica de tal forma que não volte a se repetir no futuro.

"O fato de que se reconheça taxativamente que a auto-regulação já não é uma opção, e que neste processo são os Governos e os Estados os que têm que jogar um papel fundamental, coloca-nos em uma nova situação", destacou.

Em seu discurso, o principal responsável da OEA qualificou de muito positiva a participação de Brasil, Argentina, México, Estados Unidos e Canadá na cúpula, todos eles países-membros do organismo interamericano.

Ele expressou seu desejo de que as conclusões dessa reunião possam transcender para que as discussões da 5ª Cúpula das Américas, que acontecerá em abril em Trinidad e Tobago, se adaptem ao contexto mundial. EFE cae/db

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