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Vistos por alguns críticos conservadores como comunistas, por não terem classes sociais, dividirem igualmente toda a produção e vestirem a mesma roupa, os Smurfs, duendes azuis criados pelo cartunista belga Pierre Culliford, no auge da Guerra Fria, estão de volta. Para ganhar dinheiro, muito dinheiro, se depender de Véronique Culliford, filha e herdeira de seu criador, morto em 1992.

Vistos por alguns críticos conservadores como comunistas, por não terem classes sociais, dividirem igualmente toda a produção e vestirem a mesma roupa, os Smurfs, duendes azuis criados pelo cartunista belga Pierre Culliford, no auge da Guerra Fria, estão de volta. Para ganhar dinheiro, muito dinheiro, se depender de Véronique Culliford, filha e herdeira de seu criador, morto em 1992. Após um hiato de vinte anos, Véronique, presidente da International Merchandising, Promotion & Service (IMPS), empresa que cuida unicamente dos direitos da turma de Papai Smurf, Smurfette e Gargamel, prepara o retorno dos desenhos à televisão brasileira e a venda de diversos produtos no País, como cadernos, mochilas, roupas, alimentos, utensílios de cozinha, brinquedos e fraldas. Seis deles com contratos já acertados por meio de parcerias. Afastados desde 1997 das telas brasileiras, os Smurfs são disputados agora por três canais, de TV a cabo e aberta. As emissoras estão correndo atrás dos 272 episódios originais do desenho, 112 deles inéditos no Brasil, um ano antes do lançamento do filme dos Smurfs - megaprodução de mais de US$ 100 milhões, realizada na tecnologia CGI, que mistura animação a personagens reais. Os nomes dos interessados e os valores dos direitos de reprodução não foram divulgados pela IMPS. "Aproveitamos esse momento que antecede o lançamento do filme para impulsionar nossos produtos", afirma Willian Auriol, diretor da IMPS. "Na esteira dos milhões de dólares que vão ser investidos na publicidade do filme, estamos lançando produtos em países em que os Smurfs tinham sido esquecidos." Atualmente, a linha de acessórios dos Smurfs é vendida em 73 países. Na visita ao Brasil, Véronique selou a parceria da IMPS com a ITC Licensing, empresa que detém os direitos de licenciamento de personagens como o Homem-Aranha, Garfield e Snoppy, entre outros. "Os Smurfs são adorados no Brasil", diz Verónique. "Aqui foi um dos lugares em que tivemos mais sucesso no mundo, principalmente na década de 1980." Desde o lançamento dos personagens, há 52 anos, a família já faturou US$ 8 bilhões. Para fechar mais parcerias, a ITC promoveu ontem uma reunião com cerca de 200 interessados em licenciar-se para produzir materiais dos Smurfs, no Buffet Le Chateau, em São Paulo. A expectativa da IMPS, que faturou US$ 100 milhões no ano passado, é de que as vendas no varejo dos produtos dos Smurfs atinjam US$ 7 milhões em 2011. "O Brasil tem um grande mercado consumidor", afirma Véronique. "É lógico que queremos tirar proveito disso."

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