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Liberação de ACC teve leve melhora na semana passada

SÃO PAULO - Os dados diários das operações de crédito para exportação na modalidade ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio) mostraram uma ligeira melhora, especialmente no final da semana passada. Após as linhas terem praticamente secado na segunda-feira e terça-feira passada, com volumes de US$ 28 milhões e US$ 82 milhões, respectivamente, os repasses na modalidade voltaram a ocorrer depois de quarta-feira.

Valor Online |

Segundo os dados do Banco Central, nos últimos três dias da semana passada o volume médio diário das operações de ACC foi de US$ 214 milhões.

Ainda que este possa ser um sinal de melhora, a situação ainda está longe do normal. Na semana passada como um todo, a média diária ficou em US$ 150 milhões. O volume é 29% maior que o ritmo médio de US$ 116 milhões por dia observado até o dia 10 deste mês, mas 55% menor que a média diária da primeira quinzena de setembro, de US$ 331 milhões.

Os dados confirmam que um dos principais canais de transmissão da crise financeira internacional para a economia brasileira ainda é o crédito para exportação. Sem acesso a funding em dólares - ou ao menos com receio de não conseguir renovar as captações que vencerem - os bancos reduzem os repasses para as empresas que vendem ao exterior.

Para tentar contornar este problema, o Banco Central lançou mão de duas estratégias. Uma é a que permite usar as reservas internacionais para dar funding em dólares para os bancos brasileiros repassarem crédito para as exportadoras. Na segunda-feira, o BC colocou US$ 2 bilhões à disposição do mercado, mas os quatro bancos que tiveram propostas aceitas tomaram apenas US$ 1,62 bilhão. Eles terão agora 30 dias úteis para repassar os recursos em linhas de crédito para o comércio exterior.

Outra ação do BC foi permitir que os bancos usem cerca de R$ 19 bilhões de recolhimentos compulsórios sobre os depósitos interfinanceiros das empresas de leasing para participar dos seus leilões de linha no mercado local. Nestas operações, o Banco Central vende moeda no mercado á vista, com compromisso de recompra numa data futura. Na prática, a operação funciona como um empréstimo de dólares.

(Fernando Torres | Valor Online)

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